Era uma questão de tempo! A Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV) de Santa Catarina confirmou na noite desta terça-feira (21) a identificação do primeiro caso da variante Ômicron do coronavírus.

O paciente é um homem de 66 anos, morador de Jaraguá do Sul, que retornou de uma viagem da África do Sul deste mês. Ele apresentou os primeiros sintomas no dia 9. O idoso tinha o esquema vacinal completo e teve um quadro gripal leve, sem necessidade de hospitalização.

Outros 56 casos de Covid-19 suspeitos da variante Ômicron são investigados e monitorados nos municípios de Balneário Camboriú (1), Biguaçu (2), Camboriú (1), Florianópolis (46), Palhoça (2), Canoinhas (1), Santo Amaro da Imperatriz (1), São Francisco do Sul (1) e São José (1).

Um total de 36 amostras foram encaminhadas nesta segunda-feira (20) para sequenciamento na Fiocruz/RJ e as outras 20 serão encaminhadas para o Laboratório de Bioinformática da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Superintendente de vigilância em saúde, Eduardo Macário destaca que a variante Ômicron é uma grande preocupação para a saúde dos catarinenses, considerando a sua característica de ter uma capacidade de transmissão muito maior do que as variantes já identificadas.

“Essa nova variante pode provocar uma interrupção na tendência de redução nos casos de Covid-19 em nosso estado. Dados do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos apontam que, em menos de uma semana, a variante Ômicron passou a ser responsável por 73% de todos os casos confirmados nos EUA. Estima-se que mais de 100 mil infecções ocorreram em um único dia em Nova Iorque, portanto essa nova variante não deve ser menosprezada”, alerta.

Macário afirma ainda que as vacinas em uso no Brasil se mostram altamente eficazes na prevenção de casos graves, hospitalizações e mortes. “As primeiras informações apontam que as vacinas são eficazes e protegem contra formas graves, hospitalizações e mortes pela variante Ômicron. O Estado tem doses suficientes para vacinar a população que ainda não iniciou, não recebeu a segunda dose e não recebeu a dose de reforço após 4 meses”, confirma.

 

Uso da máscara é imprescindível
A variante Ômicron foi detectada pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD) em 25 de novembro deste ano a partir de amostras retiradas de um laboratório cerca de dez dias antes.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), já se sabe que a Ômicron é uma variante altamente transmissível e com grande número de mutações. Os sintomas mais comuns são: cansaço extremo, dores pelo corpo, dor de cabeça e dor de garganta.

Já se sabe que o vírus é transmitido por aerossóis, ou seja, por gotículas respiratórias expelidas quando uma pessoa fala, canta, tosse ou espirra, sem estar protegida pela máscara.

Diante disso, o uso de máscara é imprescindível. “Medidas simples como uso de máscaras em ambientes fechados e em abertos em que não for possível manter o distanciamento é essencial. Evitar aglomerações e dar preferência a ambientes ventilados também são eficazes para reduzir o risco de transmissão”, relembra o superintendente.

 

Fonte e foto: Governo do Estado

 

 

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