Com o decreto assinado nesta quarta-feira, as crianças entre 6 a 12 anos não são mais obrigadas a utilizar máscaras de proteção individual em Capivari de Baixo - Foto: Prefeitura de Capivari de Baixo | Divulgação

Com a adesão de Capivari de Baixo, nesta quarta-feira (9), agora são quatro o número de cidades da Amurel que tornaram facultativo o uso de máscaras de proteção. Antes da cidade termelétrica, Braço do Norte, Armazém e São Ludgero editaram decretos neste sentido nesta terça-feira (8). A medida considera, assim como os demais municípios, que mais de 18 mil pessoas estão imunizadas no mínimo com uma dose e outras 17 mil já receberam a segunda aplicação. Conforme a Prefeitura, há somente 23 pacientes em tratamento contra a Covid-19 e houve estagnação do número de infectados.

Em Armazém, o prefeito Luiz Paulo Rodrigues Mendes disse nesta terça-feira que considerou a medida porque também há uma queda vertiginosa de casos de covid-19 na cidade. “Além disso, o mapa de risco da microrregião da Amurel estanho nível moderado”, justificou. Em São Ludgero, o prefeito Iba Lembeck seguiu o mesmo caminho. “Já imunizamos, até o momento, 94,87% da população vacinável com a primeira dose e 85,27% do público com a segunda. Diante disso adotamos a flexibilização, mas continuaremos vigilantes”, destacou Iba.

Em Braço do Norte, o prefeito Beto Kuerten Marcelino também baixou o decreto baseado nos números epidemiológicos atuais da cidade. “A retomada das atividades econômicas também pesou para a nossa decisão. Porém, no caso de uma nova onda de infecção, iremos revogar a medida”, antecipou Beto. Em todas as quatro cidades, vale destacar, o uso de máscara continua a ser obrigatório para pessoas que se encontram infectadas ou com suspeitas de contaminação pelo coronavírus e também para acessar serviços públicos ou privados de saúde, como farmácias, laboratórios, hospitais e unidades de saúde, por exemplo.

Estado ainda não respondeu ao Ministério Público
Desde que o Governo de Santa Catarina decretou que crianças entre 6 a 12 anos não precisariam mais utilizar a máscara de proteção, uma onda de cidades seguiram a mesma maré e tornaram o uso do equipamento de segurança sanitária facultativo. Os decretos seguem o mesmo do estado, mas abrem precedentes para que todos os públicos sigam a mesma regra. Com isso, o Ministério Público de Santa Catarina interveio e ainda aguarda a resposta oficial da Secretaria de Estado da Saúde (SES) após a requisição de informações por conta da liberação do uso de máscara para crianças de até 12 anos em Santa Catarina.

Entre os questionamentos estão a motivação para a liberação do uso de máscara e se o Estado estará preparado para aumentar a oferta de leitos de internação, se houver crescimento no número de infectados. Até a noite desta quarta-feira (9), pelo menos 20 cidades haviam anunciado que o item de proteção individual pode ser usado, ou não, conforme a vontade de cada cidadão. A SES tem até esta sexta-feira (11) para encaminhar as respostas ao questionamento do MPSC. A pasta respondeu que cumprirá o prazo.

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