segunda-feira, 27 maio , 2024
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Andréa Debiasi

Redação de qualidade: dicas

Olá, Leitor Notisul! Tudo bem?

Os desafios da escrita são permanentes, sejam no ambiente de trabalho, na escola, para um concurso público ou processo seletivo. Por isto, o propósito da coluna desta semana é apresentar algumas dicas para uma redação de qualidade. A primeira delas trata do gênero textual que, via de regra, é normalmente o Dissertativo-Argumentativo. É definido por ser um texto escrito conforme a norma culta, expressa um ponto de vista acerca de alguma problemática específica, com argumentos concisos e realistas, apresentando possíveis soluções.

Deve ser estruturado em três partes: i) introdução – parágrafo inicial, expondo a argumentação; normalmente tem duas ou três frases, uma com a ilustração do tema e a outra com a tese, objetivo; ii) desenvolvimento – engloba a argumentação/fundamentação, é o espaço para listar/reforçar os dados e é a parte mais consistente do texto, com dois parágrafos, em média; e iii) conclusão – avalia a problemática discutida de forma mais sucinta e apresenta possíveis soluções, tem, em média, um parágrafo.

Outra dica que destaco diz respeito a parte gramatical. São alguns erros/problemas bem comuns, a saber:
• Desviar da norma padrão;
• Ter incoerência argumentativa;
• Obter falta de consistência na apresentação dos dados da realidade;
• Trocar tipo de texto;
• Fugir do tema;
• Rebuscar demais;
• Usar VOCÊ no texto;
• Utilizar períodos (frases) longos, podem ficar confusos;
• Iniciar períodos com verbos no gerúndio e com ‘Que’;
• Usar clichês e provérbios;
• Panfletar e radicalizar;
• Exagerar nas informações;
• Abusar da redundância.

E, por fim, a última dica trata de alguns apontamentos para uma redação de qualidade:
• Ser objetivo diante do tema proposto;
• Escrever na 3ª pessoa do singular;
• Fugir de generalizações e frases prontas (ditos populares);
• Ler com atenção o tema – interpretar a ideia central presente;
• Criar a tese (o objetivo da redação) a partir da interpretação feita;
• Levantar argumentos, fatos, opiniões, dados, informações;
• Analisar, a partir desses dados, possíveis formas de intervenção no problema;
• Avaliar e concluir.

Fique com Deus e até a próxima coluna!

Ampliando o vocabulário: palavras sinônimas

Olá, Leitor Notisul! Tudo bem?

O que é um Sinônimo?

A palavra sinônimo tem origem grega synonymós, indicando algo que tem o mesmo nome. De acordo com a norma culta, é classificada como um adjetivo masculino que qualifica uma palavra.

Embora seja diferente, tem igual ou muito parecido significado de outra. A qualidade ou a utilização de sinônimo é conhecida como sinonímia (ciência que estuda e faz a distinção dos sinônimos).

A utilização de sinônimos na elaboração de um texto colabora para evitar repetições e torná-lo mais rico em vocabulário. Destaca-se também que, muitas vezes, sinônimos têm conotações diferentes, dependendo do contexto em que é utilizado.

A seguir, apresento uma lista com sinônimos a fim de enriquecer o vocabulário. Boa leitura!

Palavra

Sinônimo

Alegria

Júbilo

Bonito

Belo

Carro

Automóvel

Casa

Residência

Chateado

Aborrecido

Comprido

Longo

Déficit

Falta

Delicioso

Saboroso

Dependente

Subordinado

Depreciar

Desvalorizar

Derradeiro

Último

Desagradar

Descontentar

Desamparar

Desproteger

Desastre

Acidente

Desbotar

Empalidecer

Descida

Declive

Desconhecido

Ignorado

Desculpar

Perdoar

Desgraça

Infelicidade

Desleixo

Negligência

Desletrado

Analfabeto

Desmedido

Enorme

Desnecessário

Dispensável

Desnortear

Perturbar

Desobedecer

Transgredir

Desordem

Confusão

Destruir

Arruinar

Desventura

Infelicidade

Desviado

Afastado

Detestar

Odiar

Dianteira

Frente

Diferente

Distinto

Dificultar

Complicar

Dilapidar

Gastar

Distante

Longínquo

Elementar

Essencial

Embrulhar

Empacotar

Emporcalhar

Sujar

Encantar

Fascinar

Encanto

Feitiço

Encher

Abarrotar

Enfurecer

Enraivecer

Engano

Erro

Enorme

Imenso

Enrubescer

Corar

Entrar

Ingressar

Entregar

Dar

Envergonhado

Embaraçoso

Enxuto

Seco

Equidade

Igualdade

Escassez

Falta

Escravo

Servo

Escuro

Sombrio

Escusar

Desculpar

Espesso

Denso

Esquerdo

Canhoto

Estima

consideração

Exasperar

Irritar

Fácil

Simples

Fadiga

Cansaço

Famoso

Célebre

Fingido

Falso

Firme

Seguro

Formoso

Bonito

Frequência

assiduidade

Frouxo

Mole

Funesto

Sinistro

Futuro

Porvir

Ganhar

Adquirir

Glória

Grandeza

Gordura

Banha

Grato

agradecido

Hábil

Capaz

Hesitação

Dúvida

Humilhar

Rebaixar

Ilógico

Absurdo

Imergir

mergulhar

Imparcial

Neutro

Impávido

Intrépido

Imperecível

Eterno

Importante

Necessário

Impremeditado

mpensado

Imprevidência

Descuido

Improbidade

desonestidade

Improdutivo

Estéril

Imundície

Sujeira

Inacabado

incompleto

Inatividade

Inércia

Inautêntico

Falso

Incerto

Duvidoso

Incontinente

imoderado

Incrédulo

Cético

Infectar

contaminar

Infidelidade

deslealdade

Ininterrupto

Contínuo

Injustiça

Tirania

Inteiro

Completo

Intencional

propositado

Interesseiro

Egoísta

Intimidar

Assustar

Invalidar

Anular

Linguarudo

Falador

Longe

Distante

Medroso

Temeroso

Misterioso

Enigmático

Pedra

Rocha

Raiva

Ódio

Rápido

Ligeiro

Reminiscência

lembrança

Resgatar

Recuperar

Semelhante

Parecido

Triste

melancólico

 

Fique com Deus e até a próxima coluna!

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A utilização das Classes Gramaticais (parte 1)

Olá, Leitor Notisul! Tudo bem?

O uso correto do emprego das Classes de Palavras é considerado dificultoso e bastante comum entre alunos, candidatos a concurso público ou processo seletivo e profissionais que fazem uso da escrita constante no ambiente de trabalho. Por isso, na coluna desta semana, apresento a necessidade de se conhecer as Classes de Palavras.

Conceito

As Classes Gramaticais ou Classes de Palavras são organizadas em dez categorias e divididas em variáveis (aquelas que variam em gênero, número ou grau): Substantivos, Artigos, Pronomes, Adjetivos, Verbos e Numerais, e invariáveis (as que não variam): Advérbios, Preposições, Conjunções e Interjeições.

1. Substantivos

Os substantivos designam seres, objetos ou sentimentos. Flexionam-se em género, número e grau. Dividem-se em:

• Concreto: designa tudo o que é físico. Ex.: lápis, jornal.
• Comum: indica qualquer um dos seres de uma espécie. Ex.: livro.
• Próprio: individualiza um ser. Ex.: Brasil.
• Coletivo: designa um conjunto de seres ou objetos da mesma espécie. Ex.: matilha.
• Abstrato: designa sentimentos, estados, ações, qualidades ou conceitos, seres não físicos/palpáveis. Ex.: amor.

2. Artigos

São palavras que determinam o substantivo em gênero e número. Dividem-se em:

• Definidos: definem o nome (o/a, os/as).
• Indefinidos: não definem o nome (um/uma, uns/umas).

3. Pronomes

Os pronomes substituem os substantivos para evitar repetições. Dividem-se em:

• Pessoais: indicam quem fala, com quem se fala ou de quem se fala (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas).
• Possessivos: exprimem a posse do ser/objeto:
– Um possuidor: (meu/minha, teu/tua, seu/sua – os mesmos no plural).
– Vários possuidores: (nosso, vosso, seu – os mesmos no feminino e no plural).
• Demonstrativos: demonstram o estado ou posição do ser/objeto (este, esse, aquele, o mesmo, o outro, o tal – os mesmos no feminino e no plural).
• Indefinidos: referem-se ao ser/objeto de modo vago (Variáveis: algum, nenhum, todo, muito, pouco, tanto, outro, certo, qualquer – os mesmos no feminino e no plural; Invariáveis: alguém, algo, ninguém, tudo, outrem, cada, nada).
• Interrogativos: questionam o ser/objeto (Variáveis: qual/quais, quanto/quantos; Invariável: que, o quê, quem, onde).
• Relativos: fazem referência, ao ser/objeto (Variáveis: o qual, cujo, quanto – os mesmo no feminino e no plural; Invariáveis: que, quem, onde).

4. Adjetivos

São palavras variáveis que caracterizam o nome/substantivo, atribuem-lhe características, qualidades ou propriedades. Dividem-se em:

• Gênero: podem ser biformes, quando têm duas formas: masculina e feminina, e uniformes, quando têm apenas uma forma.
• Número: podem ser biformes, quando têm duas formas: masculina e feminina, e uniformes, quando têm apenas uma forma.
• Grau:
– Normal: o adjetivo caracteriza o nome. (ex.: A Amélia é feliz.)
– Comparativo: estabelece-se a comparação entre dois nomes.
– Comparativo de Superioridade (ex.: A Amélia é mais feliz que o Jonas.)
– Comparativo de Igualdade (ex.: O Jonas é tão feliz quanto a Samara.)
– Comparativo de Inferioridade (ex.: A Samara é menos feliz que o Henrique.)
Superlativo Absoluto: a característica atribuída pelo adjetivo é intensificada.
– Superlativo Absoluto Analítico (ex.: O Cláudio é muito feliz.)
– Superlativo Absoluto Sintético (ex.: A Diandra é felicíssima.)
Superlativo Relativo: a característica destaca o sujeito.
– Superlativo Relativo de Superioridade (ex.: A Diandra é a mais feliz.)
– Superlativo Relativo de Inferioridade (ex.: A Samara é a menos feliz.).

Observação: alguns adjetivos têm graus Superlativos Absolutos Sintéticos irregulares. (ex.: nobre – nobilíssimo). Os adjetivos “bom”, “mau”, “grande” e “pequeno” são casos especiais de comparativos e superlativos (ótimo, péssimo, boníssimo, malíssimo, dentre outros).

Até a próxima semana e fique com Deus!

Não vamos errar mais!

Olá, Leitor Notisul! Tudo bem?

Na coluna desta semana apresento alguns exemplos de palavras ou termos bastante usuais. No entanto, a utilização inadequada compromete a compreensão do texto.
Boa leitura!

a) “Tem” ou “têm”?
Essas duas palavras são conjugações do verbo ter. Na terceira pessoa do singular – “ele tem” – e na terceira pessoa do plural – “eles têm”.

b) “A meu ver” ou “ao meu ver”?
Essa é uma expressão fixa: é sempre “a meu ver”. “Ao meu ver” não existe.

c) “Através” ou “por meio”?
Ambas não têm igual significado. “Através” só pode ser utilizado quando houver a ideia de atravessar, como: “Eles viajaram através do país”. Se quiser dizer “por intermédio”, deve usar “por meio”: “Eles conversavam por meio de mensagens de WhatsApp.”

d) “Esquecer-se” ou “esquecer-se de”?
Quando o verbo “esquecer” é pronominal, ou seja, acompanhado do pronome “se”, sempre se usa “de” para complementar. Quando não há o pronome “se”, não se usa o complemento. Por exemplo, “Marina se esqueceu do compromisso.” ou “Marina esqueceu o compromisso.”

e) “Em vez de” ou “ao invés de”?
As duas expressões são parecidas, porém têm significados diferentes. “Ao invés de” só pode ser usado quando há uma oposição clara e direta, como: “Ao invés de sair, ficamos em casa.” “Em vez de” é usado quando há uma substituição. Por exemplo: “Em vez de pegar a mala, eu peguei uma mochila.”

f) “Prefiro…do que” ou “prefiro…a”?
No cotidiano, normalmente fala-se assim: “Eu prefiro casa do que apartamento”. Porém, é a forma gramaticalmente incorreta de reger o verbo “preferir”. Esse verbo pede a preposição “a”: “Eu prefiro casa a apartamento.”

g) “Faz” ou “fazem”?
“Faz dois anos” ou “Fazem dois anos”? Se “fazer” for impessoal, ou seja, não tiver sujeito, ele fica sempre no singular. Por isso, “Faz dois anos que meu filho nasceu.”

h) A princípio” ou “em princípio”?
Ambas são parecidas, no entanto possuem significados diferentes. “A princípio” é o equivalente a “de início”: “A princípio, pensamos ter escrito corretamente.” “Em princípio” é igual a “em tese”: “Em princípio, devemos ler as normas para escrever adequadamente.”

i) “Se não” ou “senão”?
“Se não” é usado para indicar condição, como: “Se não estudarmos bastante, não conseguiremos fazer a prova.” “Senão” significa “a não ser”: “ Rodrigo não fazia nada senão estudar.”

j) “Ao encontro de” ou “de encontro a”?
Parecidas e com significados diferentes. “Ao encontro de” é usado quando duas questões estão em harmonia. Enquanto “de encontro a” significa “ao contrário de”. Por isso, “A opinião de Carlos foi ao encontro de Ricardo.” É o oposto de “A opinião de Carlos vai de encontro a de Ricardo.”

k) “A nível de” ou “em nível de”?
“Em nível de” significa “no âmbito”. Exemplo: “A tese será feita em nível de análise”. “A nível de” significa “na mesma altura”, como quando dizemos que algo está “Ao nível do mar”.

Até a próxima semana e fique com Deus!

 

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Diferenças entre a fala e a escrita

Olá, Leitor Notisul! Tudo bem?

Quando nos expressamos oralmente, a linguagem utilizada, de maneira geral, é simples e sem tantos cuidados com os possíveis erros gramaticas, de concordância verbal ou de pronúncia, por exemplo. No entanto, ao escrever, deve-se ter a preocupação em não cometer tantas gafes.

Por isso, o objetivo da coluna desta semana é apresentar algumas dicas para melhorar ainda mais a tua escrita, mesmo que seja cotidiana, como o envio de um e-mail ou mensagem SMS, um comunicado, enfim, tornar a comunicação ágil e compreensível.
Assim, para facilitar o entendimento, vou expor em formato de quadro, tendo a primeira coluna como erro e, a segunda, a forma correta de escrever:

Errado

Certo

Abóbra

Abóbora

Advinhar

Adivinhar

Ao meu ver

A meu ver

Asterístico

Asterisco

Bassoura

Vassoura

Beneficiente

Beneficente

Cardaço

Cadarço

Comprimentar (saudar alguém)

Cumprimentar

Concerteza

Com certeza

Derrepente

De repente

Estrupo

Estupro

Há anos atrás

Há anos (o verbo haver já indica passado)

Hoje em dia

Atualmente

Impecilho

Empecilho

Iorgute

Iogurte

Largatixa

Lagartixa

Mais melhor

Melhor

Maqueio (passar maquiagem)

Maquio

Menas

Menos

Menor de idade

Menor

Para mim fazer

Para eu fazer

Pobrema ou Plobrema

Problema

Pograma

Programa

Previlégio

Privilégio

Quiz

Quis

Rúbrica (com acento)

Rubrica (sem acento)

Seje (verbo)

Seja

Soar (transpirar)

Suar

Solvete

Sorvete

Trezentas gramas (peso)

Trezentos gramas

 

Como deves ter percebido, são palavras ou expressões simples, que talvez na fala não sejam tão acentuados os erros. Porém, ao escrever, a falha aparece e é aqui que reside a preocupação em saber a grafia correta.

Até a próxima semana e fique com Deus!

 

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Palavras craseadas

Olá, Leitor Notisul! Tudo bem?

Conforme a Norma Culta, a crase é a fusão de duas vogais idênticas em uma só, ou seja, a junção da preposição a com o artigo a (ou no plural: as). É sinalizada pelo acento: (`). O uso da crase ocorre nas seguintes situações:

 

1) Indicação de horas determinadas e exatas:

Exemplos:
a) A festa encerrará à meia-noite.
b) Retornaremos de viagem às 13h.
c) Minha mãe trabalha todos os dias às duas horas da tarde.

 

2) Antes de palavras femininas:

Exemplos:
a) A colher jamais foi colocada à mesa.
b) Suas necessidades são iguais às de sua filha.
c) As crianças assistiram à cena maravilhadas.
d) Preciso entender por que à falta de respeito desses alunos.
3) Em diversas expressões adverbiais, locuções prepositivas e locuções conjuntivas:

Exemplos:
a) Respondo-te amanhã à noite.
b) Ela está decididamente à parte da família.
c) O gerente conseguiu atingir a meta à custa de muito esforço.
d) Os passageiros estão à deriva, pois não sabem o que ocorreu com o motorista.

Importante!
Pode ocorrer crase antes de um substantivo masculino desde que haja uma palavra feminina que se encontre subentendida, a exemplo das locuções: à moda de e à maneira de.

Exemplos:
a) Festa à Louis. (à maneira de Louis)
b) Estilo à César Souza. (à moda de César Souza)

 

O uso da Crase não corre nas seguintes situações:

1) Antes de numeral:

Exemplos:
a) A pousada fica a dezessete quilômetros daqui.
b) O número de vagas de emprego chegou a vinte e dois.

 

2) Em expressões com palavras repetidas, mesmo que sejam femininas:

Exemplos:
a) Acredite, eles voaram lado a lado.
b) Tivemos uma conversa face a face.
c) Gota a gota, o oceano fica repleto!
d) No nosso dia a dia, todas as atividades têm que ser rápidas.

 

3) Antes de substantivos masculinos:

Exemplos:
a) Prefiro trabalhar a pé.
b) O pagamento é feito a prazo.
c) Este roteiro será feito a cavalo.
d) Desenho a lápis, pois posso apagar se errar.

Até a próxima semana e fique com Deus!

Palavras redundantes? Tome cuidado!

Olá, Leitor Notisul! Tudo bem?

Etimologicamente, a palavra Pleonasmo tem origem grega: inicialmente polys (muito), após formou-se pleon, que por sua vez originou pleonasein, significando ‘ser mais que o suficiente’. Desta, nasceu a palavra pleonasmos, que em português é escrita sem o ‘s’ final e ganhou o significado de ‘redundância’.

Na Língua Portuguesa, o Pleonasmo é uma Figura de Linguagem que se caracteriza, fundamentalmente, pelo emprego de palavras que produzem redundância. Ele pode ser de dois tipos: vicioso ou literário.

1) Pleonasmo vicioso: ocorre quando palavras redundantes, isto é, com o mesmo significado, são utilizadas sem nenhuma função em determinada oração, já que o sentido completo da mensagem já foi expresso por outra(s) palavra(s) escrita(s) anteriormente. Como o próprio nome indica, o pleonasmo vicioso é um vício de linguagem.

Exemplos:

a) Todos desceram para baixo do morro.

O ato de descer só pode ser realizado para baixo, então, no exemplo, bastava dizer que ‘Todos desceram do morro’. De forma equivalente, só se sobe para cima, só se entra para dentro e só se sai para fora, o que torna desnecessária qualquer palavra que pretenda explicitar o sentido em que essas ações são realizadas.

b) Vi com meus próprios olhos a flor desabrochar.

Bastava: ‘Vi a flor desabrochar’. Quem vê algo só pode ver através dos seus próprios olhos.

c) É um seriado baseado em fatos reais.

Se são fatos, obviamente aconteceram. Logo, é desnecessário dizer que são ‘reais’.

Outros exemplos de Pleonasmo:
– repetir de novo;
– protagonista principal;
– outra alternativa;
– encarar de frente;
– adiar para depois;
– consenso geral;
– conclusão final;
– surpresa inesperada;
– ver com os olhos;
– elo de ligação;
– há muito tempo atrás;
– planejar antecipadamente.

 

2) Pleonasmo literário: chamado de literário porque é comumente empregado por compositores, poetas e escritores como recurso estilístico.

Exemplos:

a) “E rir meu riso e derramar meu pranto.” (Vinicius de Morais)
b) “Chovia uma triste chuva de resignação.” (Manuel Bandeira)
c) “Ó, mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!” (Fernando Pessoa)
d) ”Me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã.” (Chico Buarque)
Até a próxima semana e fique com Deus!

 

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Resumo de textos: como ler, interpretar e analisar?

Olá, Leitor Notisul! Tudo bem?

Recebo pedidos constantes de ajuda por parte de estudantes e colegas de trabalho a fim de saber como interpretar e resumir textos. Confesso que não é uma tarefa fácil, e sim, um exercício constante de leitura direcionada e com objetivo definido.

Cito isto porque cada texto lido tem um foco, seja para uma prova de concurso, atividades de escola, universidade ou no ambiente de trabalho. Por isso, a proposta da coluna desta semana é apresentar algumas dicas que auxiliem na leitura, interpretação, análise e resumo de textos de forma eficaz.

Inicialmente, ressalto que para analisar e interpretar textos é preciso saber ler. E a leitura pressupõe três etapas:

i) Pré-compreensão: conjectura-se que o leitor possua conhecimentos prévios sobre o assunto ou área específica acerca do texto que será lido;

ii) Compreensão: com a leitura propriamente dita, o leitor vai se encontrar com informações novas ou reconhecer as que já conhecia;

iii) Interpretação: é a resposta/compreensão que será dada ao texto, durante e após a leitura.

Com base nas três etapas mencionadas, destaco uma lista com orientações básicas para o sucesso da atividade, a saber:

a) Cada novo texto é, também, um novo conhecimento adquirido;

b) Fazer anotações nas margens do texto, pois isso ajuda na interpretação da ideia posta;

c) Todo texto, curto ou longo, deve ser lido integralmente, procurando apreender o seu sentido mais amplo, e só depois, relendo novamente, averiguar no dicionário todas as palavras desconhecidas;

d) À medida que se decodificam/interpretam as palavras, torna-se importante relacioná-las com o texto já lido;

e) Ler sem preguiça e timidez, independentemente do tamanho e complexidade do assunto lido;

f) Quando o texto utilizar a linguagem poética, pode-se criar a cena mentalmente, imaginando-se no lugar das personagens;

g) Não ser um leitor crédulo, concordar e discordar da ideia/opinião posta ajuda na compreensão;

h) Diante de uma linguagem conceitual, a leitura não pode ser tímida. No diálogo, deve-se imaginar concordando e, também, discordando das ideias/conceitos expostos;

i) É interessante estabelecer um diálogo, conversar com o autor;

j) Muitas vezes, a resposta correta para uma pergunta não corresponde exatamente ao que está no texto, por isso, deve-se ler com atenção, buscando o sentido geral;

k) Não se assustar com o tamanho do texto, a leitura deve ser corajosa;

l) Fazer paráfrases, contribuindo para ampliar o vocabulário e a compreensão da ideia central do texto lido;

m) Ler no papel, preferencialmente, pois a capacidade de absorção dos dados para transformar em conhecimento é maior, além do poder de concentração;

n) Reservar um tempo do dia para ler;

o) Ler com um dicionário para esclarecimento de possíveis dúvidas;

p) Ler, ler bem, ler profundamente;

q) Ser curioso, buscar entender o texto;

r) Reler o texto quantas vezes forem necessárias;

s) Respeitar a ideia do autor, mesmo discordando;

t) Fazer exercícios de palavras sinônimas e antônimas, pois ajuda a aumentar o vocabulário;

u) Dividir o texto em partes (parágrafos) para melhor compreensão, após a primeira leitura;

v) Cuidar com os vocábulos: correta, incorreta, errada, falsa, destoa, não, certa, verdadeira, exceto, por exemplo, que aparecem nas perguntas e, por vezes, dificultam a entender o que está sendo solicitado;

w) O autor defende ideias e devem ser percebidas;

x) Estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a ideia central;

y) Aprender a resumir, faça sínteses das principais ideias com as tuas palavras;

z) Por fim, em uma prova/atividade/trabalho, não esquecer:
i) ler o texto com calma, várias vezes, se necessário;
ii) a cada questão/pergunta, retornar ao texto a fim de esclarecer as dúvidas;
ii) estar atento ao enunciado da questão, pois, muitas vezes, ele exigirá que se leia não só o trecho citado, mas um ou mais parágrafos.

 

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As 10 Classes Gramaticais

Olá, Leitor Notisul! Tudo bem?

O uso correto do emprego das Classes Gramaticais ou de Palavras é considerado dificultoso e bastante comum entre alunos, candidatos a concurso público ou processo seletivo e profissionais que fazem uso da escrita constante no ambiente de trabalho. Por isso, na coluna desta semana, apresento a necessidade de se conhecer esta parte da gramática.

 

Conceito

As Classes Gramaticais ou Classes de Palavras são organizadas em 10 categorias e divididas em variáveis (aquelas que variam em gênero, número ou grau): Substantivos, Artigos, Pronomes, Adjetivos, Verbos e Numerais, e invariáveis (as que não variam): Advérbios, Preposições, Conjunções e Interjeições.

 

1. Substantivos

Os substantivos designam seres, objetos ou sentimentos. Flexionam-se em género, número e grau. Dividem-se em:

• Concreto: designa tudo o que é físico. Ex.: lápis, jornal.

• Comum: indica qualquer um dos seres de uma espécie. Ex.: livro.

• Próprio: individualiza um ser. Ex.: Brasil.

• Coletivo: designa um conjunto de seres ou objetos da mesma espécie. Ex.: matilha.

• Abstrato: designa sentimentos, estados, ações, qualidades ou conceitos, seres não físicos/palpáveis. Ex.: amor.

 

2. Artigos

São palavras que determinam o substantivo em gênero e número. Dividem-se em:

• Definidos: definem o nome (o/a, os/as).

• Indefinidos: não definem o nome (um/uma, uns/umas).

 

3. Pronomes

Os pronomes substituem os substantivos para evitar repetições. Dividem-se em:

• Pessoais: indicam quem fala, com quem se fala ou de quem se fala (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas).

• Possessivos: exprimem a posse do ser/objeto:
– Um possuidor: (meu/minha, teu/tua, seu/sua – os mesmos no plural).
– Vários possuidores: (nosso, vosso, seu – os mesmos no feminino e no plural).

• Demonstrativos: demonstram o estado ou posição do ser/objeto (este, esse, aquele, o mesmo, o outro, o tal – os mesmos no feminino e no plural).

• Indefinidos: referem-se ao ser/objeto de modo vago (Variáveis: algum, nenhum, todo, muito, pouco, tanto, outro, certo, qualquer – os mesmos no feminino e no plural; Invariáveis: alguém, algo, ninguém, tudo, outrem, cada, nada).

• Interrogativos: questionam o ser/objeto (Variáveis: qual/quais, quanto/quantos; Invariável: que, o quê, quem, onde).

• Relativos: fazem referência, ao ser/objeto (Variáveis: o qual, cujo, quanto – os mesmo no feminino e no plural; Invariáveis: que, quem, onde).

 

4. Adjetivos

São palavras variáveis que caracterizam o nome/substantivo, atribuem-lhe características, qualidades ou propriedades. Dividem-se em:

• Gênero: podem ser biformes, quando têm duas formas: masculina e feminina, e uniformes, quando têm apenas uma forma.

• Número: podem ser biformes, quando têm duas formas: masculina e feminina, e uniformes, quando têm apenas uma forma.

• Grau:
– Normal: o adjetivo caracteriza o nome. (ex.: A Amélia é feliz.)
– Comparativo: estabelece-se a comparação entre dois nomes.
– Comparativo de Superioridade (ex.: A Amélia é mais feliz que o Jonas.)
– Comparativo de Igualdade (ex.: O Jonas é tão feliz quanto a Samara.)
– Comparativo de Inferioridade (ex.: A Samara é menos feliz que o Henrique.)
Superlativo Absoluto: a característica atribuída pelo adjetivo é intensificada.
– Superlativo Absoluto Analítico (ex.: O Cláudio é muito feliz.)
– Superlativo Absoluto Sintético (ex.: A Diandra é felicíssima.)
Superlativo Relativo: a característica destaca o sujeito.
– Superlativo Relativo de Superioridade (ex.: A Diandra é a mais feliz.)
– Superlativo Relativo de Inferioridade (ex.: A Samara é a menos feliz.).

Observação: alguns adjetivos têm graus Superlativos Absolutos Sintéticos irregulares. (ex.: nobre – nobilíssimo). Os adjetivos “bom”, “mau”, “grande” e “pequeno” são casos especiais de comparativos e superlativos (ótimo, péssimo, boníssimo, malíssimo, dentre outros).

 

5. Verbos

Os verbos indicam ações, qualidades ou estados situados no tempo. Dividem-se em:

• Modo Indicativo (Tempos Simples)
– Presente: indica uma ação praticada no momento em que se fala, que é contínua ou habitual ou que é verdadeira. Ex.: Eu sou feliz.
– Pretérito Perfeito: indica uma ação passada completamente realizada. Ex.: Eu fui feliz.
– Pretérito Imperfeito: mostra uma ação passada mas não concluída ou ainda em realização. Ex.: Eu era feliz.
– Pretérito Mais-que-perfeito: exprime uma ação anterior a outra passada. Ex.: Eu fora feliz.
– Futuro do Presente: Indica uma ação que se realizará, ou ainda uma dúvida. Ex.: Eu serei feliz.
– Futuro do Pretérito: Indica uma ação que poderia ser realizada. Ex.: Eu seria feliz.

• Modo Indicativo (Tempos Compostos)
– Pretérito Perfeito: presente do auxiliar.
– Pretérito Mais-que-perfeito: pretérito Imperfeito do auxiliar.
– Futuro Perfeito: futuro simples Indicativo do verbo auxiliar.

• Modo Conjuntivo (Tempos Simples)
Apresenta uma ação, qualidade ou estado como possibilidade, desejo ou dúvida.
– Presente (ex.: Talvez eles façam o que pedimos.)
– Pretérito Imperfeito (ex.: Tomara o médico que o paciente melhorasse.)
– Futuro (ex.: E se eu não souber responder à prova?)

• Modo Conjuntivo (Tempos Compostos)
– Pretérito Imperfeito: Presente do auxiliar
– Pretérito Mais-que-perfeito: Pretérito Imperfeito do auxiliar
– Futuro Perfeito: Futuro simples do auxiliar

• Modo Imperativo
Ordem, conselho ou pedido (só apresenta a 2ª pessoa do Singular e do Plural. Ex.: Espere um instante.).

• Modo Condicional
Ação, qualidade ou estado dependente de uma condição.
– Simples (ex.: teria (se)…; possuiria (se)…; pegaríamos (se…)
– Composto: Auxiliar no condicional

• Modo Infinitivo (Pessoal)
Apresenta uma ação, qualidade ou estado de modo vago ou abstrato.
– Simples (ex.: Para conseguires isso, terás que fazer por merecer.)
– Composto: Infinitivo pessoal do auxiliar

• Modo Infinitivo (Impessoal) – Forma Nominal
Este infinitivo é uma forma nominal porque pode desempenhar, de certa forma, a função de um nome.
– Simples (ex.: É preciso avisá-lo! [avisar = o aviso])
– Composto: Infinitivo do auxiliar

 

6. Numerais
A palavra que quantifica os seres ou indica a posição que ocupam em uma determinada ordem. Quando apenas nomeia o número de seres, o numeral é chamado de cardinal. Ex.: um, dois, sessenta, duzentos, mil.

• Ordinal: quando indica a ordem que o ser ocupa em uma série. Ex.: primeiro, terceiro, quinquagésimo, centésimo, milésimo.

• Multiplicativo: exprimem aumentos proporcionais de quantidade, indicando números que são múltiplos de outros. Ex.: dobro, quíntuplo.

• Fracionário: indicam a diminuição proporcional da quantidade, o seu fracionamento. Ex.: metade, um quinto.

• Coletivo: designam conjuntos de seres e indicam o número exato de indivíduos que compõem o conjunto. Ex.: dúzia, quinzena, milheiro.

 

7. Advérbios

São palavras invariáveis que servem para determinar ou intensificar o sentido de verbos, adjetivos ou outros advérbios.

• Lugar: abaixo, acima, acolá, adiante, aí, além, algures, ali, antes, aqui.

• Tempo: agora, ainda, amanha, anteontem, antes, cedo, tarde, hoje.

• Modo: assim, bem, como, depressa, devagar, mal, bem, sobretudo, simplesmente, bruscamente (e outros com o sufixo –mente, os quais nunca levam acentuação!)

• Intensidade ou Quantidade: bastante, bem, demasiado, muito, pouco, tanto.

• Afirmação: já, sim, certamente, efetivamente, também.

• Negação: jamais, nunca, não.

• Inclusão: ainda, também, mesmo.

• Exclusão: apenas, somente, só, unicamente…

• Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, talvez

• Designação: eis

• Interrogativo: onde, quando, porquê.

• Locuções Adverbiais: (preposição + nome/advérbio): à antiga, a cada, de manhã, de novo, em breve, por vezes, dentre outras.

 

8. Preposições

Palavras invariáveis que estabelecem uma relação entre elementos da frase. Essa relação pode ser de: tempo, lugar, modo, companhia, causa, fim, oposição, carência, falta, conteúdo ou existência.

• Simples: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, durante, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. As preposições podem contrair-se e formar.

• Contraídas: (ex.: a+a = à). Existem ainda Locuções Prepositivas (abaixo de, acerca, de, diante de, à volta de, em vez de, dentre outras).

 

9. Conjunções

Palavras invariáveis que servem para relacionar orações dentro da frase.

• Coordenativas aditivas: transmitem uma ideia de adição: Ex.: e; nem; também; bem como; não só; mas também.

• Coordenativas adversativas: transmitem uma ideia de oposição. Ex.: mas; porém; contudo; todavia; entretanto; no entanto; não obstante.

• Coordenativas alternativas: transmitem uma ideia de alternância. Ex.: quer…quer; ou; ou…ou; seja…seja; já…já; ora…ora.

• Coordenativas conclusivas: transmitem uma ideia de conclusão. Ex.: por consequência; por isso; logo; pois; portanto; assim; por conseguinte.

• Coordenativas explicativas: transmitem uma ideia de explicação. Ex.: que; porquanto; pois; isto é; porque.

 

10. Interjeições

São palavras que exprimem estados emocionais ou sensações. Ex: Ah! (admiração); Ui! (dor); Tomara! (desejo); Até breve! (saudação); Bravo! (aplauso).

• Locuções interjetivas: ocorrem quando mais de uma palavra possui a mesma funcionalidade de uma interjeição. Ex.: Ai de mim!; Quem diria!; Puxa vida!; Nossa Senhora!; Quem me dera!

Até a próxima coluna e fique com Deus!

Paronímia

Olá, Leitor Notisul! Tudo bem?

A Língua Portuguesa é, do meu ponto de vista, extremamente rica no sentido de possibilidades para a construção de textos, sejam orais ou escritos, formais ou informais.

Para isso, pela gama de opções que temos, faz–se necessário compreender e estudar, desde as mais simples palavras, até aqueles termos que nos confundem ou não o entendemos bem. Pois é importante para que a comunicação flua de maneira eficaz.

A esse respeito, menciono as Palavras Parônimas, isto é, aquelas que se parecem umas com as outras na escrita e na pronúncia, mas com significados diferentes.

Assim, a coluna desta semana apresenta uma lista com palavras bem conhecidas do nosso cotidiano, escritas e faladas de forma praticamente igual, porém a compreensão é totalmente diversa, podendo ocasionar, pelo uso incorreto, problemas de entendimento na comunicação.

Boa leitura!

Palavras Parônimas

Acostumar – habituar–se, adaptar–se;

Costumar – ter o hábito, o costume de.

Adotar – aceitar: alguém, doutrina, ideia, opinião;

Dotar – conceder dote, beneficiar, favorecer.

Apóstrofe – figura de linguagem;

Apóstrofo – sinal gráfico.

Aprender – instruir–se, adquirir conhecimento;

Apreender – assimilar mentalmente, captar, compreender.

Área – espaço;

Ária – peça teatral.

Assoar – limpar o nariz;

Assuar – vaiar.

Atuar – desempenhar um papel como ator;

Autuar – lavrar um auto de infração, processar.

Auto – peça teatral, ato público;

Alto – elevado de grande extensão.

Calção – calça curta;

Caução – fiança, penhor, garantia de pagamento.

Calda – líquido espesso e viscoso, xarope, espécie de molho;

Cauda – rabo, parte posterior do avião.

Câmara – local onde se reúnem os deputados;

Câmera – aparelho que capta e reproduz imagens.

Cavaleiro – aquele que sabe andar a cavalo;

Cavalheiro – homem educado.

Comprimento – extensão;

Cumprimento – saudação.

Deferir – atender, conceder;

Diferir – distinguir–se, ser diferente, adiar.

Delatar – denunciar;

Dilatar – alargar, ampliar.

Descrição – ato de descrever, expor;

Discrição – reserva; qualidade de discreto.

Descriminar – inocentar;

Discriminar – distinguir.

Despensa – lugar de guardar mantimentos;

Dispensa – isenção, licença.

Emergir – vir à tona;

Imergir – mergulhar.

Emigrar – sair da pátria;

Imigrar – entrar em um país estranho para nele morar.

Emissão – ato de emitir, pôr em circulação;

Imissão – fazer entrar.

Emitir – lançar fora de si;

Imitir – fazer entrar.

Estofar – cobrir de estofo;

Estufar – colocar em estufa.

Flagrante – evidente, registrado no momento da realização;

Fragrante – que exala bom odor, aromático.

Fluir – correr com certa abundância, emanar;

Fruir – gozar, desfrutar.

Imergir – afundar;

Emergir – vir à tona.

Inflação – desvalorização do dinheiro;

Infração – violação, transgressão.

Peão – peça de xadrez, quem lida com boi;

Pião – espécie de brinquedo de madeira.

Ratificar – confirmar;

Retificar – corrigir.

Soar – produzir som;

Suar – transpirar.

Fonte: Nova Gramática da Língua Portuguesa (BEZERRA, 2009).

Até a próxima semana e fique com Deus!

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