segunda, 23 de setembro de 2019
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De hoje em diante - Daniel De Luca

Sobre Segundas Chances

Publicado em 12/08/2019 08h14

Não existem muitas segundas chances por aí. No mundo atual, impera a necessidade do ‘hoje’ e ‘agora’, característicos da geração fast-food. Vivemos num mundo sem paciência, sem espaço para os segundo lugares.

Você já se sentiu descartável? Talvez quando foi deixado de lado na escolha de uma equipe, ou quando trocado por alguém mais novo, mais forte, mais rápido…as circunstâncias variam, mas o sentimento não. São aqueles momentos em que nossa esperança parece se esvair pelos dedos.

O que fazer? Existe a possibilidade de recomeçar? As Escrituras nos asseguram: “…eis que faço novas todas as coisas…”  (Ap 21.5)

Isso não é reconfortante? Saber que nossos fracassos não são fatais?

Um dos apóstolos de Jesus, Pedro, sabe bem o que é ter uma segunda chance. Seu temperamento impetuoso o tornou um dos principais apóstolos, fazendo parte do círculo íntimo de Cristo. Momentos antes de sua prisão, Jesus revela a seus discípulos que eles iriam abandoná-lo.

E quem toma a palavra? Pedro, quando afirma: “mesmo que todos te abandonem, eu nunca te deixarei” (Mc 14.28).

Os acontecimentos então se desenrolam de uma forma dramática. Por três vezes as pessoas ali presentes apontam para Pedro, dizendo que ele era um dos discípulos. E em todas elas, Pedro nega a afirmação, chegando mesmo a amaldiçoar-se. Finalmente, o olhar de Pedro cruza com o de Jesus, e ele cai em si, quando então ele “chora amargamente”. O texto grego aqui usa a expressão pikros (πικρως ) que traz a ideia de uma dor aguda, dura e fatal. O que você sentiria no lugar de Pedro? Talvez você não se veja desta forma, mas quantas vezes fracassamos naquilo que garganteamos como vitória? Como Pedro, batemos no peito e dizemos: “pode deixar comigo.

Eu nunca vou fazer isso…ou voltar àquele lugar…ou falhar com você novamente…foi a última vez…”. Os discursos são os mais variados, porém a tônica é a mesma. Somos confrontados com nossas próprias palavras, e a realidade às vezes é dura demais.

Tão dura que nos faz querer voltar atrás…desistir de tudo e aceitar o fracasso. É interessante analisar as derrotas que sofremos. Somos derrotados pelo tempo, por pessoas, situações…mas a pior de todas é quando o inimigo somos nós. Aqui a força de muitos desaba, e com Pedro foi assim.

Lembra-se do que Pedro fazia antes de seguir a Jesus? Ela era pescador…e após todos estes acontecimentos, onde o encontramos? Veja:

“Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, Natanael …e Simão Pedro disse-lhes: vou pescar. E eles o encorajaram: nós vamos contigo também, e saíram…” (Jo 21.2-3)

Pedro volta a pescar. Obviamente não há mal algum nisso, mas é interessante como Pedro age após o fracasso: volta à antiga vida. Tenha em mente que Jesus já havia ressuscitado e aparecido a eles, mas de algum modo, isso parece não motivar a Pedro a continuar como um dos doze.

Então a intervenção divina acontece. Enquanto pescavam, Jesus aparece na praia. Logo Pedro o reconhece, vai até Ele e numa conversa cheia de significado é restaurado por Jesus. O fracasso ficara para trás, e agora temos um Pedro, renovado, recebendo novamente o mesmo convite que recebera há três anos: “segue-me” (Jo 21.19).

Uma segunda chance.

Não é todo dia que você ganha uma segunda chance, e Pedro sabia disso. Quando soube que era Jesus, mergulhou nas águas frias do Tiberíades e não apenas nadou até a praia, onde Jesus estava, mas entregou-se de tal maneira que marchou valentemente até Roma, pregando o Evangelho e morrendo crucificado de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer como o Mestre.

Não é todo dia que você encontra alguém que lhe dê uma segunda chance. Muito menos alguém que faça isso todos os dias…mas em Cristo encontramos ambas as pessoas.


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