#ParaTodosVerem Na foto, Elize Araújo Matsunaga, condenada pela morte esquartejamento do marido, o empresário Marcos Matsunaga, sai da Penitenciária de Tremembé acompanha de seu advogado, Luciano de Freitas Santoro
Elize saiu de Tremembé acompanhada de seu advogado, Luciano de Freitas Santoro. Ela cumprirá o restante da pena em liberdade condicional - Foto: Divulgação

Após 10 anos presa, Elize Araújo Matsunaga foi solta nesta segunda-feira (30) em liberdade condicional. Em vídeo divulgado pelo defensor de Elize, o advogado Luciano de Freitas Santoro, a mulher disse que está “muito, muito feliz” com o novo momento e que acredita que o marido, Marcos Matsunaga, já a perdoou pelo crime. Elize foi condenada a pouco mais de 16 anos de reclusão por matar e esquartejar o empresário em 2012, em São Paulo. “Estou muito, muito feliz mesmo de ter vencido essa etapa […]. Mas estou muito feliz por ter vencido, pelas pessoas que me apoiaram, pelas pessoas que compreenderam. Infelizmente não posso consertar o que passou, [mas] estou tendo uma segunda chance. Eu acredito na espiritualidade e acredito que ele [Marcos] já tenha me perdoado e peço por ele nas minhas orações”, disse, no vídeo – veja na íntegra, abaixo.

A mulher deixou a Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior paulista, junto com o advogado. Ela disse que não pode dar entrevistas devido a um contrato assinado com uma empresa audiovisual e ao livro que está escrevendo e deve ser lançado em breve, chamado “Piquenique no inferno”. Elize passará o restante do tempo de pena em liberdade, tendo que cumprir algumas regras, como informar periodicamente a ocupação e o endereço à Justiça. Na penitenciária, onde cumpriu pena ao lado de detentas em crimes que causaram grande repercussão, como Suzane von Richthofen e Anna Jatobá, ela trabalhou no regime semiaberto para diminuir a sentença. Elize atuou na área da costura, ganhou salário e pôde ter direito às saídas temporárias. Ela chegou a divulgar que investiria em um negócio de roupas para pets. Recentemente, após ter participado de um documentário, anunciou sua autobiografia, intitulada “Piquenique no Inferno”, que escreveu à mão na prisão, para pedir perdão à filha, que está impedida de ver e ter contato desde 2012.

O crime e a sentença
O crime foi cometido em 19 de maio de 2012 no apartamento do casal, na Zona Oeste de São Paulo, e teve repercussão na imprensa por envolver uma bacharel de Direito casada com um empresário herdeiro da indústrias de alimentos Yoki. Ele tinha 42 anos à época e ela, 30. Marcos Matsunaga foi baleado na cabeça com uma das 34 armas que o casal tinha na residência. Quatro eram de Elize, incluindo a pistola usada no crime. As demais pertenciam ao empresário. Elize alegou à época que atirou no marido para se defender dele, que discutiu com ela e lhe agrediu com um tapa no rosto ao descobrir que Elize havia contratado um detetive particular para segui-lo. O profissional havia descoberto mais uma das traições do empresário e o filmou com uma garota de programa. Marcos, que já havia sido cliente de Elize no passado, quando ela se prostituía, gritou, segundo a bacharel, que tiraria a guarda da filha dela e a mataria.

#ParaTodosVerem Na foto, a assassina Elize Araújo Matsunaga dentro de um carro
Elize Matsunaga anunciou que lançará um livro, escrito enquanto estava na cadeia, em breve – Foto: Divulgação

Com medo de novas agressões e ameaças, já que contou ser sido vítima de violência doméstica em outras ocasiões, ela teria disparado a esmo para se defender. Depois de sete dias de julgamento, Elize Araújo Matsunaga foi considerada culpada por júri popular de ter matado o marido, Marcos Kitano Matsunaga. O juiz Adilson Paukoski Simoni, do 5º Tribunal do Júri de São Paulo, estabeleceu a pena em 19 anos e 11 meses por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e destruição e ocultação de cadáver. Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena para 16 anos e três meses.

Fonte: Instagram @lucianofsantoro e Tribunal de Justiça de São Paulo
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

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