Rio de Janeiro (RJ)

A vereadora Marielle Franco (PSOL) foi morta na rua Joaquim Palhares, região central do Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira (14). De acordo com policiais do 4° Batalhão da PM (São Cristóvão), ela foi baleada dentro de um carro. A parlamentar e um motorista morreram no local. Por volta das 22h15, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), colega partidário de Marielle, estava indo para o endereço do crime.

Segundo as primeiras informações da PM, bandidos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. Eles fugiram sem levar nada. O caso vai ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DH). Como não houve roubo, não está descartada um crime encomendado ou execução.

Marielle foi a quinta vereadora mais votada do Rio nas eleições de 2016, com 46.502 votos. Socióloga formada pela PUC-Rio e mestra em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), teve dissertação de mestrado com o tema “UPP: a redução da favela a três letras”. Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado de Marcelo Freixo.

Na sua última postagem em sua Fanpage, nesta terça-feira (13), às 10h17, ela escreveu: “Nós, mulheres negras, somos a maioria da população. E ainda assim precisamos mover estruturas para garantir direitos iguais. Por isso, amanhã, quarta (14), vamos reunir mulheres incríveis pra compartilhar nossas vivências, seguindo os passos das que vieram antes de nós. Somos resistência, afeto, luta e esperança! Vem! Esse evento lindo faz parte da campanha 21 dias de ativismo contra o racismo!”. Há cerca de três horas ela fez uma transmissão ao vivo (live) deste mesmo evento e nesta mesma rede social.