O último dos cinco denunciados pela morte de uma menina em uma emboscada motivada pela vingança e disputa pelo tráfico local no Morro do Caeté/Caixa em Tubarão, será julgado pelo Tribunal do Júri no dia 27 de janeiro. Cleiton Stanck Silveira é réu em ação penal pública pelo homicídio qualificado da criança de, na época, 5 anos.

Além dela, por três tentativas de homicídio qualificado. Os crimes foram praticados contra o adolescente e duas mulheres que estavam no carro alvejado durante o atentado. Na mesma ação penal ele também responde por corrupção de menor.

Os crimes ocorreram em maio de 2014. Outros três denunciados que atuaram com Cleiton já foram condenados. Ele foi processado depois deles e só será julgado agora por ter conseguido fugir e se manter foragido por aproximadamente cinco anos.

A morte da menina causou revolta na opinião pública de Tubarão, à época, pois os acusados alvejaram o veículo onde estava o adolescente que pretendiam matar sabendo que havia outras pessoas no veículo, inclusive a criança, filha de uma das passageiras e do suposto chefe do grupo rival, que não estava com as vítimas.

Cleiton teria planejado a morte do adolescente e a emboscada para cometer o crime motivado pela vingança. Para atrair a vítima, ele persuadiu uma adolescente a criar um perfil falso em uma rede social se passando por uma garota que estaria interessada na vítima.

O adolescente seria morto para que Cleiton demonstrasse poder e se vingasse pela morte de outro integrante de seu grupo que teria sido assassinado pela facção rival, comandada pelo pai da menina. O adolescente acreditou que a garota inexistente era real e marcou um encontro com ela.

A emboscada corria como Cleiton e o seu grupo imaginavam. No local do encontro, porém, o adolescente chegou acompanhado. Mesmo assim, os autores da armadilha não recuaram e, segundo as apurações, ainda teriam decidido que seguiriam com o plano e matariam os demais ocupantes do carro.

O veículo foi alvejado pelo menos sete vezes. O adolescente foi atingido por dois tiros, mas sobreviveu. A menina foi atingida também por dois disparos, mas um dos projéteis acertou a sua cabeça e ela morreu na hora.

Cleiton e os demais comparsas foram denunciados por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e emboscada) e três tentativas de homicídio, com as mesmas qualificadoras, além de corrupção de menor, por terem utilizado outra adolescente para ajudá-los nos crimes – três foram condenados por todos os crimes.

 

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Fonte: MPSC