Zahyra Mattar
Tubarão

A trabalhadora Dafna Correa Rodrigues, 22 anos, tentava fazer um saque de R$ 1 mil em um dos caixas eletrônicos na agência do centro do Banco do Brasil, exatamente às 13h17min de ontem. Não conseguiu. Surgia a mensagem de que excedia o limite. Com um saldo em mãos, ela estranhou o fato da operação não dar certo e resolveu tentar novamente em outro terminal. Nisto, um homem jovem e bem vestido, anunciou-se como funcionário do banco e perguntou qual o problema. Ela disse que tentava sacar certa quantia e não conseguia.

A jovem tentou a mesma operação pelo menos mais quatro vezes. O homem sempre ao seu lado. Na última, ela não teve a chance de cancelar o procedimento. “Ele é muito mais alto do que eu e se colocou na minha frente. Digitou o valor de R$ 600,00 e pegou meu o dinheiro enquanto me dizia para entrar na agência e falar com outro funcionário de nome Marcelo. Eu fui e descobri que se tratava de um roubo. Não existe nenhum Marcelo”.

Dafna ficou desesperada e disse para uma funcionária ‘de verdade’ que um homem tentava dar um golpe no caixa eletrônico. Até então, ela não tinha exatamente confirmação de que o falso funcionário tinha levado dinheiro. O gerente do banco foi chamado.

Neste mesmo espaço de tempo, no setor dos caixas eletrônicos, o golpista percebeu a movimentação dentro da agência e fugiu em direção à Casa da Cidadania e entrou em um Celta prata junto com outro rapaz, igualmente bem vestido de calça social e camisa. Dentro do carro outro rapaz e uma mulher esperavam pelos comparsas.

Apontados por uma testemunha, o gerente do banco conseguiu anotar a placa do Celta: HSC-8224. Toda esta movimentação durou exatamente cinco minutos. Os horários são confirmados pelos extratos que Dafna tirou. “Apenas olhei para o lado e quase saí no prejuízo. Foi tudo muito rápido. A sorte foi o gerente ter anotado a placa e chamado a polícia”, desabafa Dafna.