Rafael Andrade
Tubarão

O diretor do Presídio Regional de Tubarão, Fabrício Buss de Medeiros, acredita que o inquérito instaurado terça-feira, pelo delegado Marcos Ghizoni, será uma maneira de mostrar a transparência dos trabalhos dos funcionários da unidade. A investigação é sobre denúncia de maus tratos.
“Estou bem tranquilo a respeito das investigações. Este inquérito demonstrará, com transparência, como são executados os trabalhos frente ao presídio”, avalia Fabrício.

O inquérito foi solicitado pelo juiz corregedor do Presídio Regional de Tubarão e da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais, Elleston Canali. A promotora de justiça Luana Rosa, também requereu a instauração do inquérito e esclarecimentos sobre denúncia de atos de violência dos agentes prisionais durante a operação “Pente Fino”, no último dia 28.
O juiz determinou o afastamento de um dos 17 agentes prisionais de Tubarão. Ele já se apresentou ao Departamento Estadual de Administração Prisional (Deap), ontem, em Florianópolis, e recebeu licença temporária.

Além dos 17 agentes do presídio, quatro policiais militares trabalham no auxílio à segurança. Fabrício explica que, durante a operação “Pente Fino”, nenhum agente da unidade tubaronense acompanhou a revista. Segundo o diretor, a operação foi executada por 32 agentes prisionais da Penitenciária Sul, de Criciúma, e do Cadeião do Estreito, de Florianópolis, além de mais 18 profissionais da Gerência de Escolta e Segurança. “Tenho certeza que todos os agentes que atuaram na operação, executaram o trabalho conforme o protocolo. A investigação mostrará resultados positivos”, destaca Medeiros.