Maycon Vianna
Imaruí

O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Florianópolis entregou a conclusão do laudo de tudo que era produzido em uma refinaria de drogas em Imaruí. O local foi descoberto em agosto deste ano.

Os peritos constataram que mais de 30 mil comprimidos de ecstasy eram fabricados por semana no local. Ainda, uma quantidade de maconha e uma planta utilizada para a produção de um composto de LSD estão catalogadas no laudo. “O documento final foi entregue ao Departamento de Investigações Criminais (Deic). Temos dados importantes que podem nos levar aos culpados”, revela um dos peritos técnicos do IGP.

Os proprietários do terreno foram identificados, mas seguem foragidos. “Ainda não conseguimos avaliar completamente o laudo do IGP. Mas temos informações muito pertinentes até mesmo de uma planta cultivada que servia para a produção de ecstasy”, diz o delegado Cláudio Monteiro, da Deic de Florianópolis.

A delegada de Imaruí, Vera Lessa Garcia, confirma que as investigações da Polícia Civil seguem no rumo certo. “Há novas informações e novos indícios, mas ainda não é o momento de divulgá-las para não atrapalhar as buscas”, explica Vera.
No dia em que foi encontrada a refinaria clandestina, 3 de agosto, foram localizados 18 pacotes de ecstasy, cada um com dois ou três comprimidos, e um pote com pó pronto para preparar o comprimido.