Maycon Vianna
Tubarão

No fim da tarde de ontem, em uma operação pente fino no Presídio Regional de Tubarão, um celular foi encontrado na ala do seguro, onde estão os presos de alta periculosidade. E, na galeria principal, sala 11, uma surpresa: foi descoberto um túnel com aproximadamente 15 centímetros de espessura e um vão oco de 1,5 metro.

Estas operações são corriqueiras. “Não estabelecemos uma freqüência exata nas vistorias aqui no presídio. Quando achamos necessário, fazemos a inspeção, trazemos o cão farejador da Polícia Civil e contamos com a parceria da Polícia Militar”, declara o diretor do Presídio Regional de Tubarão, Ricardo Dias Welausen.

Antigamente, a maneira mais usual de encontrarem drogas no presídio de Tubarão era com os familiares nas visitas (apesar da intensa vistoria em que os visitantes são submetidos quando levam roupas, comida, etc.). Porém, agora, os presos que cumprem regime semi-aberto e saem geralmente cinco vezes ao ano, costumam ingerir drogas e depois voltam às celas.

Uma das técnicas utilizadas pelos presidiários, segundo Ricardo, é enrolar a droga em camisinhas para depois engoli-las. “Tentamos fazer raio-x ou algo parecido no hospital, mas é difícil constatar a presença de droga. O que os presos costumam fazer é ingerir a droga e, depois que voltam do regime semi-aberto, vomitam ou defecam para consumir nas celas”, detalha.

Antes da vistoria realizada ontem, da última vez em que foi feita a inspeção, a polícia encontrou apenas um cachimbo utilizado para fumar maconha. Policiais do Pelotão do Policiamento Tático (PPT) da Polícia Militar de Tubarão participaram do pente fino.