Zahyra Mattar
Tubarão

A falta de espaço e locais adequados que permitam a melhor separação dos detentos do Presídio Regional de Tubarão é vista pelos internos como oportunidades imperdíveis de bolar planos para empreitar uma fuga. Na maioria das vezes, o plano é frustrado pela Polícia Militar, que também atua na segurança dentro da instituição, e dos agentes prisionais. A tentativa flagrada ontem pela manhã é um exemplo.

Segundo o diretor do presídio, Ricardo Dias Welausen, os presos cerraram três barras da grade de proteção superior em cinco pontos diferentes. Para camuflar o trabalho dos agentes e da PM, eles utilizaram uma mistura de cinza de cigarro e sabão, artigos permitidos dentro da instituição.

“Se eles tivessem cerrado em mais dois lugares, provavelmente haveria risco de conseguirem fugir. Mas os policias militares que atuam aqui (no presídio) já conhecem este tipo de artimanha. Viram que algo estava errado e avisaram os agentes do plantão”, detalha Ricardo.

Como medida corretiva, todos os internos da galeria ficaram sem o costumeiro banho de sol. “Novamente, tenho que tomar medidas impopulares, principalmente diante dos familiares dos presos, por conta deste tipo de ação. Mas é o único jeito de controlá-los e garantir a segurança”, lamenta o diretor da instituição. O conserto das grades já foi providenciado.