Imbituba

A onda de furtos a residências na praia de Itapirubá, pertencente a Laguna e Imbituba, não dá trégua. Nos últimos dez dias, cerca de 15 casas foram invadidas e vários objetos furtados, a exemplo de outros balneários da região.
Isso que nem todos os lesados registram boletim de ocorrência, conforme estimativa da Polícia Civil de Imbituba. A falta de policiais pode ser o motivo da criminalidade.
O administrador de empresas Tiago Lima da Silva, 29 anos, está indignado. Nascido em Tubarão, ele mora hoje em Florianópolis, mas não deixa de frequentar a praia, onde os seus parentes têm casas. “Itapirubá sempre foi nosso refúgio e isto está nos dando dor de cabeça”, lamenta o administrador.

Segundo ele, as casas de um familiar e a de um vizinho foram alvo dos ladrões. Ambas ficam perto da igreja. “Em uma, arrombaram a janela, levaram um televisor e muitas roupas, na quinta-feira. E, na madrugada de sexta-feira, um aparelho de DVD e uma parabólica foram furtados de outra, nas proximidades”, contou Tiago.
O administrador passou o último fim de semana na praia e disse que o posto da PM estava fechado. “Mas um colega viu um policial lá na segunda-feira”, revelou.

“Não tenho o efetivo que gostaria”, admite o comandante

O único posto da PM da praia de Itapirubá funciona precariamente. A constatação é do comandante da PM de Imbituba, major Evaldo Hoffmann Júnior. “Não abre 24 horas como deveria. Tenho um sub-tenente com uma viatura. Ele trabalha dez horas ao dia. Não há o efetivo que eu gostaria”, lamentou o comandante.
Conforme ele, para suprir as necessidades, o ideal seria um efetivo fixo com o pleno funcionamento do posto (inclusive à noite, o que não ocorre hoje). “Eu precisaria de três policiais ao dia, que seria um total de nove. Um para o posto e outros dois para a viatura. Gostaria de oferecer mais segurança à comunidade, sei o que ocorre por lá. Hoje (ontem), estive reunido com lideranças comunitárias da praia, mas tenho limitação de efetivo”, justifica o comandante.

Hoffmann une esforços para intensificar o patrulhamento. Muitos estão de férias, benefício que, na temporada de verão, não é concedido, e outros de licença. Desde dezembro do ano passado, em sua área de atuação (Imbituba, Imaruí, Garopaba e Paulo Lopes), foram perdidos cinco policiais por aposentadoria e afastamentos à espera de julgamento.
Quando chegar a temporada de verão, os policiais não pegam férias e haverá um reforço de 22 de Paulo Lopes e de outras cidades da Amurel.