Maycon Vianna
Tubarão

O confronto entre policiais civis e militares em São Paulo, na tarde de quinta-feira, repercutiu em todo o país. Setores responsáveis pela segurança pública e que deveriam dar exemplo resolveram usar a força entre si e revoltaram a população. Na Amurel, como os comandantes das polícias Militar e Civil analisam a batalha que ocorreu na capital paulista?

Para o tenente-coronel Eduardo Mendes Vieira, comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar de Tubarão, a relação entre as duas polícias é apenas satisfatório. “O trabalho da PM é um, o da Polícia Civil outro. Temos algo em comum, que é garantir a tranquilidade e o sossego da população. O que difere mesmo é que a PM está mais nas ruas, no trabalho ostensivo, e os policiais civis trabalham mais do lado investigativo. Isso não quer dizer que somos rivais, nada disso, temos uma relação de respeito”, afirma Eduardo.

O comandante geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Eliésio Rodrigues, enviou um comunicado a todos os batalhões do estado e solicitou respeito às instituições. “Devemos cultivar a amizade, a união e o respeito, ou seja, lutar irmanados em prol da sociedade, pois só assim vamos estar fortes e coesos na luta contra a violência, observando-se os preceitos constitucionais”, detalha o coronel Eliésio.

Para o delegado geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Maurício Eskudlark, os policiais militares e civis do estado não possuem atritos, respeitam-se entre si e dão prioridade à segurança do cidadão catarinense. “O que ocorreu em São Paulo foi um caso isolado de greve. Isso não pode ser generalizado. É melhor usar a coerência e evitar este tipo de polêmica desnecessária na região sul”, avalia o delegado.