Maycon Vianna
Tubarão

Quinta-feira, 31 de julho, 4 horas da madrugada. Este foi o último dia em que os tubaronenses tiveram notícias de um homicídio em Tubarão. Foi quando morreu Fabiano Francisco da Silva, 29 anos, assassinado em casa, no Morro do Bem Bom, bairro São João, com seis tiros à queima-roupa.

A população estava assustada com o excesso de mortes em tão pouco tempo. E continua. Afinal, foram cinco assassinatos só este ano, em menos de dois meses. A primeira morte ocorreu no dia 5 de junho, quando Roge Machado Moreira, 25 anos, foi alvejado com dois disparos próximo à ponte Manoel Alves dos Santos (do Morrotes).

De hoje até o fatídico dia do primeiro homicídio deste ano, já se passaram 69 dias. Há 13 dias, não há mais registro de mortes e nem tentativas de homicídios na cidade.
Na seqüência da série de assassinatos, houve a morte de Taiane de Oliveira Espíndola, 20 anos, no dia 15 de julho, que levou um tiro, praticamente no mesmo local em que morreu Roge.

A série de homicídios em Tubarão tornou-se comoção social quando a inocente Lohana Gonçalves de Oliveira, de apenas um ano e 11 meses, foi assassinada com um tiro na cabeça, na rua Cândido Darela, bairro Morrotes, por volta das 22 horas do dia 31 de julho. O alvo, provavelmente era seu pai, Renato Corrêa de Oliveira.

Desde então, a população cobrou mais ação da polícia. Na quarta-feira passada, dia 6, policiais civis começaram a ‘Operação Tubarão 121’, que resultou até o momento na prisão de 11 suspeitos que tinham mandados expedidos pela justiça. Ao todo, no transcorrer da operação, 15 pessoas foram presas. “Creio que a operação é muito bem sucedida, já percebemos uma considerável diminuição nos índices de violência”, enfatiza o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Maurício Eskudlark.