Integrantes das duas equipes e alguns dos cães que participaram a missão de solidariedade em Petrópolis têm larga experiência de ações de busca e resgate - Foto: Soldado De Souza | CBMSC | Divulgação

Metaforicamente, foram 16 latidos. Por 16 vezes o misto de tristeza por encontrar mais um corpo rapidamente era substituído por empatia e carinho para os familiares que olhavam de longe e oravam para que seus entes queridos, ainda desaparecidos sob os escombros de Petrópolis, no Rio de Janeiro, pudessem ser encontrados e, enfim, dignamente sepultados. A missão de solidariedade encabeçada por duas equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) no município fluminense não foi física e mentalmente fácil. Nunca é! Mas todos os envolvidos retornaram para casa com o sentimento de terem feito aquilo que nasceram para fazer: ajudar o próximo.

Nesta terça-feira (15), os dados referentes ao trabalho das equipes foi apresentado, em um solenidade no Centro de Ensino Bombeiro Militar, em Florianópolis. Ao total, as duas equipes que atuaram na Serra fluminense, atingida por forte chuvas em fevereiro auxiliaram na localização de 16 vítimas. Os dados foram apresentados pelo comandante-geral, coronel Marcos Aurélio Barcelos, pelo tenente-coronel Walter Parizotto e pelos comandantes das duas equipes do CBMSC no Rio de Janeiro, major Clemente Stahelin Michels e capitão Alan Delei Cielusinsky – Confira imagens inéditas da missão no vídeo abaixo:

O pedido de ajuda chegou ao governo catarinense no dia na manhã de sexta-feira, dia 18 de fevereiro. Já no dia seguinte a primeira equipe partiu. Depois, o segundo time embarcou no dia 27 de fevereiro. A missão foi finalizada no dia 6 de março. Homens, cães, materiais de apoio, drones. Tudo o que o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina tem foi colocado à disposição de Petrópolis. Todos os militares que irão até o local possuem o Curso de Bombeiros Cinotécnicos, ou seja, estão aptos para busca, salvamento e resgate com cães. Os binômios, como são chamadas as duplas de bombeiro militar e cão de busca, são certificados para este tipo de atuação. Algumas destas duplas atuaram em grandes eventos, como, por exemplo, nas tragédias de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais.

Primeira equipe da Força-Tarefa Petrópolis
– Capitão Alan Deley Cielusinski, de Xanxerê (comando da operação)
– 3º sargento Jaques Douglas Romão e cão Bravo, de Blumenau
– Cabo David Canever e cão Léia, de Canoinhas
– Cabo Ronaldo Fumagalli e cão Hunter, de Curitibanos
– Soldado Joscley Tracz e cão Iron, de Xanxerê
– Soldado Thiago Evandro de Amorim e cão Moana, de Itajaí
– Soldado Guilherme Pereira Galli e cão Sasuke, de Lages
– Soldado Giandro Rissi, de Curitibanos (logística)

Segunda equipe da Força-Tarefa Petrópolis
– Major Michels e Chewbacca, de Joinville (comando da operação)
– Cabo Valdeley e Marley, de Governador Celso Ramos
– Cabo De Souza e Zaara, de Brusque
– Cabo Premoli e Bono, de Araranguá
– Soldado Pinheiro e Sol, de Chapecó
– Soldado Rangel e Orion, de Lages
– Soldado Kull (logística), de Itapema
– Sargento Ewerton, de Chapecó (comunicação)

Fonte: Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

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Integrantes das duas equipes e alguns dos cães que participaram a missão de solidariedade em Petrópolis têm larga experiência de ações de busca e resgate  – Foto: Soldado De Souza | CBMSC | Divulgação

#PraCegoVer Na foto, há bombeiros militares e alguns cães