Maycon Vianna
Tubarão

Uma operação conjunta (denominada ‘Operação Metástase’, nome dado por se assemelhar à propagação de um câncer), deflagrada pela Deic de Florianópolis e a Central de Polícia Civil de Tubarão, na tarde desta sexta-feira, resultou na prisão de 15 pessoas (dez homens e cinco mulheres). Todos estavam escondidos em um sítio em Gravatal. Entre os detidos, estava um menor de 17 anos usado para fazer a venda da droga aos usuários.

O trabalho dos policiais iniciou na madrugada de sexta-feira. A justiça já havia expedido mandados de prisão contra os suspeitos. A acusada de comandar a quadrilha é uma advogada de Tubarão. Ela é suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e, segundo os investigadores, manter contato com a facção do PCC (Primeiro Comando da Capital).

As investigações da Polícia Civil começaram há três anos, quando um ex-companheiro da advogada foi preso em Tijucas. Há cerca de dois meses, os policiais intensificaram a força-tarefa no estado e investigavam toda a ação da advogada. A prisão em flagrante ocorreu nesta sexta-feira, na localidade de Ilhotinha, em Capivari de Baixo. Após reunir provas que incriminassem a mulher, foram expedidos mandados de prisão temporária a toda a quadrilha.

Com a suspeita, foram apreendidas duas armas (um revólver calibre 38 e uma pistola), 170 gramas de maconha, uma quantidade de cocaína, duas balanças de precisão, além de cheques clonados e R$ 2 mil em dinheiro.
A advogada é acusada de abastecer um beco no bairro Oficinas e Área Verde, além de fornecer drogas para o tráfico nos municípios de São Martinho e Braço do Norte. Os policiais confirmam que a comercialização girava de dois a três quilos de cocaína e crack por semana só nos bairros de Tubarão.
Os detidos em flagrante foram encaminhados ao Presídio Regional de Tubarão na noite de sexta-feira.