Os advogados Antônio Fidelis (E) e Henrique Falchetti da Silva tentam provar a inocência de Leonardo, suspeito que confessou o crime  -  Foto:Silvana Lucas//Notisul
Os advogados Antônio Fidelis (E) e Henrique Falchetti da Silva tentam provar a inocência de Leonardo, suspeito que confessou o crime - Foto:Silvana Lucas//Notisul

Silvana Lucas
Tubarão

A menos de quinze dias de completar dez meses do assassinato de Mariana Matei em Tubarão – crime que chocou a população pela violência dos fatos – os advogados do principal suspeito da morte da jovem, Henrique Falchetti da Silva, Antônio Fidelis e João Paulo Bittencourt trabalham para provar que seu cliente, Leonardo Matheus Rocha, não é o culpado deste homicídio. Eles alegam que o rapaz confessou o crime sob pressão.

“Estamos baseando nossa defesa na ausência de autoria. Porque a confissão que sustenta a denúncia foi proferida mediante atos de tortura física e psicológica realizadas no interior do estabelecimento prisional do município”, informa Henrique.

O advogado ainda alega que apesar do rapaz apresentar hematomas e queixar-se de dores, não foi realizado nenhum exame de corpo de delito. Situação que é investigada em um inquérito paralelamente ao processo.

“A partir do momento que tomamos ciência que o nosso cliente esteve na situação de tortura, informamos com detalhes e ingressamos estes levantamentos ao juiz da causa. O magistrado ao tomar conhecimento dos fatos mandou instaurar um procedimento administrativo, no qual é presidido pelo delegado geral da Polícia Civil de Santa Catarina. Conclusão que dará uma reviravolta neste caso”, destaca Henrique.

Para defender Leonardo, que na época foi detido pela polícia em um hotel em Lages onde pegaria um ônibus com destino ao Paraguai cinco dias após a morte a jovem, os advogados buscam evidências para inocentar o cliente.

Partes do processo
Ontem à tarde Leonardo e advogados estiveram em Braço do Norte para ouvir o depoimento de uma testemunha do caso, moradora desta localidade. “Ele foi levado até a comarca desta cidade para inquirição de uma testemunha da defesa. Amanhã (hoje) será realizada a última audiência em Armazém. Depois de finalizado estas precatórias, elas são encaminhadas a Tubarão para o juiz da primeira vara criminal que após analisar irá designar uma data para interrogatório do acusado”, explica Henrique.

O crime
Foto:
Banco de Imagens/Notisul

O primeiro homicídio registrado neste ano em Tubarão veio ao conhecimento da população no dia 30 de janeiro. Por volta das 6h20min, uma pessoa percebeu muito sangue em uma estrada de chão, no bairro Congonhas. O rastro levava a um matagal, onde estava o corpo da jovem Mariana Matei, de 15 anos, deitada de bruços. Guarnições da Polícia Militar foram acionadas e localizaram a garota próximo de um cercado em meio à vegetação. Exames apontaram que ela foi vítima de traumatismo craniano. O suspeito foi detido no dia 5 de fevereiro ao tentar fugir. No dia seguinte, já recluso no Presídio Regional Masculino de Tubarão, Leonardo confessou ser o autor do crime.