Mirna Graciela
Tubarão

Uma mega operação realizada ontem, pelos policiais da Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Tubarão, resultou na prisão de quatro homens e na apreensão de três adolescentes, armas, munições, dinheiro e materiais para embalar drogas.

A ação ocorreu no Morro do Taió, no bairro São Martinho. Dos bandidos, três foram identificados (dois são menores) como membros da facção criminosa ‘Primeiro Comando da Capital’ (PCC). As denúncias sobre os frequentes disparos de arma de fogo levaram os investigadores a intensificar a fiscalização.

Ontem pela manhã, mais tiros foram disparados. Uma operação para os policiais subirem o morro sem serem vistos foi organizada. Os criminosos foram pegos de surpresa em uma casa, no ponto mais elevado da localidade.
Os bandidos estavam na frente da residência e dois deles (um é menor) com armas – dois revólveres calibre 38 – em punho. No lugar, existem mais três casas, que foram abandonadas pelos moradores em função do tráfico de drogas.
Segundo o delegado Adriano Almeida, que comanda a DIC e coordenou a operação, eles ficaram assustados, pois não esperavam a abordagem. “Tudo foi bem planejado por nossa equipe”, elogia o delegado.

Na casa, foram encontradas munições e R$ 1 mil. Deste total, R$ 700,00 estavam escondidos dentro de um colchão. Ainda haviam anotações da venda dos entorpecentes e materiais para embalar a droga, inclusive bicarbonato de sódio para fazer as misturas.

Membros da facção foram identificados pelas tatuagens

Uma das características que identifica os integrantes da facção criminosa ‘Primeiro Comando da Capital’ (PCC) são as tatuagens, com desenhos de carpas (peixe – foto) e o símbolo yin-yang. Dois menores apreendidos ontem, na operação no Morro do Taió, no bairro São Martinho, em Tubarão, têm as figuras no corpo.

O de 19 anos também é tatuado com o desenho. A facção PCC surgiu em São Paulo e atua em todo o país. “Muitos são conhecidos por isto. Pelas tatuagens, tudo indica que esta facção está em pleno recrutamento de criminosos em Tubarão”, revela o delegado Adriano Almeida, que comanda a Divisão de Investigações Criminais (DIC).

Segundo ele, estes grupos oferecem estrutura para a criminalidade e proteção aos bandidos. “Ao contrário do que se imagina, o tráfico é um negócio organizado. Por isso estamos atentos e trabalhamos para identificar e prender estes elementos que integram, ou não, facções criminosas”, avisa o delegado.

O destino dos envolvidos no tráfico

Os quatro homens presos e os três adolescentes apreendidos ontem, no Morro do Taió, no bairro São Martinho, em Tubarão, responderão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e munições, formação de quadrilha e disparos em via pública.

Os quatro homens, de 19, 29, 30 e 33 anos, foram encaminhados ao Presídio Regional de Tubarão. Dos três menores, dois (ambos com 17 anos) foram liberados e responderão a um boletim de ocorrência circunstanciado.
O outro adolescente, de 16 anos, foi conduzido ao Centro de Atendimento Sócio Educativo Provisório (Casep) de Tubarão. Além de portar um revólver no momento da abordagem, o rapaz possui diversas passagens por tráfico de entorpecentes.

Os de 16, 17 e 29 são considerados, pela polícia, como os ‘gerentes da boca’. Os outros são os ‘soldados’ do tráfico, que figuram como ‘olheiros’ e na venda da droga.