Zahyra Mattar
Tubarão

Mais uma denúncia feita ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) de Tubarão terminou na apreensão de máquinas caça-níqueis. O flagrante foi feito por policiais da Agência de Inteligência da PM, no fim da noite de segunda-feira, em uma casa na rua Paulo Luiz Gomes, em Oficinas. Quatro máquinas foram encontradas.

Após uma campana para observar a movimentação, os policias constataram ser um “cassino”. No momento, apenas uma senhora idosa jogava. Das quatro máquinas, três estavam em “manutenção” pelo proprietário. Dentro do equipamento em funcionamento, R$ 77,00 em dinheiro foram também apreendidos.

Conforme dados da Agência de Inteligência da PM, somente este ano, entre janeiro e junho, 11 apreensões foram realizadas em Tubarão, mais de 80% a mais do que no ano passado, quando houve apenas duas ações. Neste mesmo espaço de tempo (janeiro a junho deste ano), 63 equipamento foram retirados de circulação, “contra” dez no ano passado.

Se por um lado o aumento considerável de apreensões reflete no bom trabalho da Agência de Inteligência, abre espaço para outra reflexão: o igual (ou maior) aumento no número de “cassinos” em funcionamento em Tubarão. Ainda conforme os dados da polícia, todos os proprietários de máquinas caça-níqueis são reincidentes, sem exceções.

A estimativa é que existam hoje, em Tubarão, pelo menos cinco locais de jogatina em funcionamento. O dinheiro fácil e rápido são os maiores atrativos. Em uma das apreensões feitas este ano, por exemplo, os policiais recolheram cerca de R$ 12 mil de apenas uma das máquinas.

O valor é um pouco mais do triplo do custo de cada máquina, avaliado em aproximadamente R$ 3,6 mil. Os dados ainda remetem ao principal público dos cassinos: idosos aposentados e pessoas das classes A e B. Por ser considerado um crime de contravenção, e ter uma pena irrisória (multa de dois salários mínimos e pagamento de cestas básicas), o único meio de combate é continuar as apreensões.