Rafael Andrade
Jaguaruna

Promotores públicos de Jaguaruna cumpriram ordem de busca e apreensão na delegacia da cidade, ontem. O grupo foi apreender vários microfones e câmeras de monitoramento eletrônico. O material teria sido instalado há pouco mais de um ano, mas nunca funcionou.

Corregedores da Polícia Civil de Santa Catarina também estiveram no local. Uma sindicância foi instaurada para apurar quem e por que o material foi instalado na delegacia. Os promotores buscam as mesmas respostas. Uma denúncia anônima foi registrada no Ministério Público do Fórum de Jaguaruna na semana passada. Ainda não se sabe quem informou sobre o material, mas também será apurado. O fato é que o local poderia estar sendo monitorado 24 horas por dia, mas por quem e por qual motivo?

O delegado regional de Tubarão, Renato Poeta, soube do caso na última sexta-feira e deu todo o apoio aos promotores. Também ficou surpreso com os microfones, mas frisa que o monitoramento com câmeras é um procedimento natural. “A vigilância através das imagens é processo natural em lojas e grandes empresas. Nas delegacias, não é diferente. Já os microfones, não são comuns e realmente precisa ser apurado por que estavam lá”, alerta Poeta.

O delegado corregedor Nilton Andrade, de Florianópolis, presidirá a sindicância sobre o caso. Segundo os técnicos que instalaram o material, nunca houve monitoramento ou gravações. Os gravadores e as câmeras estariam desativados.