Rafael Andrade
Laguna

O sistema carcerário catarinense evoluiu significativamente nos últimos quatro anos. Poucos são os relatos de fugas ou motins, como ocorria em ritmo quase que semanal até o fim da década passada, e não era exclusividade de grandes complexos  prisionais, como o de Joinville, da capital, de São Pedro de Alcântara ou Blumenau. Também eram registrados facilmente em Tubarão, Laguna e Imbituba, três dos municípios da Amurel que têm espaços para a ressocialização carcerária.

E esta palavrinha-chave: ressocialização, é o grande nicho da logística de existência de um presídio, penitenciária ou Unidade Prisional Avançada (UPA) – no caso de Laguna e Imbituba. E foi é na UPA de Laguna que vem o grande exemplo da semana na área. Vinte e sete reclusos participam da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Eles têm entre 23 e 28 anos, dez deles já concluíram o 3º ano do ensino médio e estão aptos a ingressar em uma faculdade, caso conquistem a nota mínima para ingresso no ensino superior.

A iniciativa partiu da direção da Unidade, comandada pelo agente penitenciário Aderson Pinho Remor Filho, que chegou a ceder a sua sala para que parte dos detentos possa participar das provas. O exame começou a ser aplicado ontem e termina hoje, com o teste de Redação. A Polícia Militar faz a escolta dos Correios que levam os conteúdos em malotes até a UPA. A aplicação tem parceria com o Ministério da Educação (MEC).