Amanda Menger
Tubarão

Uma equipe da secretaria estadual de segurança pública e defesa do cidadão (SSP) assume, a partir da próxima segunda-feira, a administração do Centro de Internamento Provisório (CIP) de Tubarão. A decisão foi tomada ontem, em reunião entre o secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Jairo Cascaes (DEM), e o diretor estadual de justiça e cidadania, Itamar Bonelli, ex-prefeito de Treze de Maio.

Atualmente, o CIP é administrado por uma equipe de funcionários contratados pela prefeitura. O estado repassa cerca de R$ 22 mil por mês ao município para a realização dos trabalhos. O convênio termina neste domingo e não será renovado, com adiantou o Notisul com exclusividade. O prefeito de Tubarão, Dr. Manoel Bertoncini (PSDB), deve ser comunicado da decisão do estado hoje.

“Os demais CIPs no estado são administrados por Organização Não-Governamentais (ONG). Só em Tubarão que não. O estado assumirá e depois discutiremos com a sociedade civil como e qual ONG fará o trabalho”, explica Jairo.
De acordo com o diretor estadual de justiça e cidadania, a intenção é modificar a forma de trabalho. ”Queremos implantar um projeto de ressocialização. Encontramos muitos problemas com a atual equipe, principalmente com o diretor”, afirma Bonelli. O projeto de ressocialização prevê atividades esportivas, culturais, lazer e profissionalizantes.

Diretor rebate as críticas

Com o fim do convênio entre o estado e a prefeitura para a administração do Centro de Internamento Provisório, a equipe atual deixará as suas funções, inclusive o diretor, Vasco Francisco da Silva.
Vasco afirma não ter sido comunicado de sua saída do CIP. “A única informação concreta que temos é o ofício que o estado enviou para a prefeitura comunicando que não renovará o convênio. Inclusive, nem fiquei sabendo desta reunião de hoje (ontem) na secretaria de desenvolvimento regional em Tubarão”, relata Vasco.
O coordenador rebateu as críticas sobre o trabalho desenvolvido na instituição.

“Os juízes da vara de infância e adolescência de Tubarão, de Laguna e de Braço do Norte sempre fizeram elogios ao trabalho da equipe. Temos uma unidade do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja), oficinas de informática com certificação, pareceria com uma empresa, os adolescentes prestam serviços e eles pagam pelo trabalho. Temos os menores índices de reincidência do estado e outros índices que são positivos”, rechaça Vasco.

No caso das fugas ocorridas em fevereiro, Vasco afirma que o problema foi pontual. “Estávamos superlotados e com adolescentes que não eram da região, eram de Florianópolis e de alta periculosidade. Eles renderam o monitor porque este estava lá, junto com os jovens. Na medida que os adolescentes foram transferidos, os problemas foram resolvidos”, garante o diretor.