Zahyra Mattar
Tubarão

O caso do professor de educação física de Maracajá, no sul do estado, preso este mês sob a acusação de estupro presumido de uma garota de 12 anos (hoje, ela tem 13) levantou uma boa discussão a respeito do uso da internet por parte de crianças e pré-adolescentes e também sobre a precocidade com que estas mesmas crianças e pré-adolescentes despertam para a vida sexual. Ainda que o assunto seja delicado, esclarecer – não o que ocorreu, porque isso cabe à justiça, mas como ocorreu – serve de alerta para os pais.

Tudo começou em agosto do ano passado. O professor tinha 36 anos e ela 12. Através do site de relacionamento Orkut, uma mensagem foi deixada no perfil do educador pela pré-adolescente. O que iniciou como amizade culminou em relacionamento afetivo. Os dois começaram a se comunicar quase que diariamente, tanto pelo Orkut, quanto através do programa de conversação MSN. De agosto do ano passado a janeiro deste ano, foram muitas horas de bate-papo.

Os dois encontraram-se algumas vezes e houve sexo consensual em poucas oportunidades. Tudo foi descoberto pela família em janeiro deste ano, também através do Orkut. As conversas eram sempre através de computadores. Conforme ambos declararam, houve envolvimento emocional. A própria garota confirmou o fato à autoridade policial, em seu depoimento.