Maycon Vianna
Tubarão

Os três suspeitos de envolvimento no sumiço de dinheiro do Besc, agência de Pedras Grandes (o ex-gerente geral, Edílson Vieira de Souza, sua esposa e sua cunhada – o quarto acusado, Márcio Martins, já estava solto desde o dia 19), após dez dias detidos no Presídio Regional de Tubarão, conseguiram a liberação da prisão temporária exatamente à 0h30min do último sábado.

O alvará de soltura já havia sido expedido desde sexta-feira, mas faltava apenas um comunicado do Fórum de Tubarão com a diretoria do presídio para que eles conseguissem a liberdade. “Eles foram colocados em liberdade nos ‘acréscimos’, se usarmos o jargão do futebol. Por enquanto, não cumprirão a preventiva solicitada pelo delegado Marcos Ghizoni”, diz um agente prisional.

Edílson Vieira de Souza não estava no presídio desde o dia 19. Por apresentar problemas depressivos, ele foi levado ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), onde ficou sob custódia policial por quatro dias. “Sabíamos que eles seriam soltos, ainda ficaram o tempo da prisão temporária prorrogada pela polícia. O caso agora ganha novos fatos e trabalharemos para provar a inocência dos nossos clientes”, diz o advogado da família de Edílson, Leandro Alfredo da Rosa.

Justiça Federal está no caso
Segundo consta no processo judicial, o delegado da Central de Polícia Civil de Tubarão, Marcos Ghizoni, responsável pelo caso, havia solicitado a prisão preventiva dos acusados, mas, como o caso foi transferido do Fórum de Tubarão para a 3ª Vara da Justiça Federal, em Florianópolis, o trio aguardará provisoriamente em liberdade.

“A prisão preventiva será analisada a priori por um juiz federal da capital. Ainda não sabemos quem ficará responsável. Como a prisão temporária terminou hoje (sexta-feira), desde a prorrogação solicitada pelo delegado responsável pelo caso, agora, eles ficam soltos”, relata um oficial de justiça.

As investigações devem continuar. O quarto suspeito que ficou cinco dias detido, ex-gerente administrativo, Márcio Martins, confessou infração criminal e responderá provisoriamente em liberdade por ter contribuído com as investigações da Polícia Civil.