Zahyra Mattar
Tubarão

Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar a fechar mais uma casa de jogos em Tubarão. O ‘estabalecimento’ funcionava em uma casa alugada na rua João Fernando Lima, no bairro Vila Esperança. O proprietário das máquinas, um homem de 35 anos, é reincidente no crime de contravenção penal. Ele foi autuado, há cerca de três meses, pelo mesmo motivo. Na ocasião, ele mantinha uma sala de jogos no Sítio da Vaquinha, às margens da BR-101, em Tubarão (próximo à divisa com Capivari de Baixo).

Dois policiais do Setor de Investigação da PM de Tubarão (P2) foram ao local para averiguar a denúncia. O portão da casa estava aberto, eles entraram, espiaram por debaixo da porta e viram as máquinas ligadas. Três aposentadas jogavam naquele momento. O proprietário foi chamado e as máquinas apreendidas.

Dentro dos equipamentos, a polícia encontrou R$ 765,00 em dinheiro. O proprietário das máquinas não nega o erro, mas se justifica. “Existe muita especulação em cima das casas de jogos e máquinas caça-níqueis. Sei que é contravenção, mas existem muito mais coisas que as autoridades, e não me refiro à polícia, deveriam preocupar-se. Joga quem quer. Ninguém está aqui forçado”, declarou.

Ele responderá a um termo circunstanciado, já que a contravenção penal, ainda que seja um crime, não é passível de prisão. No ano passado, um decreto do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) chegou a ser publicado com a intenção de regulamentar estabelecimentos que dispõem de máquinas caça-níqueis.

O decreto, no entanto, foi revogado.
No âmbito da Polícia Civil, desde novembro do ano passado, operações para a apreensão de máquinas caça-níqueis são desencadeadas pelo Setor de Alvarás, Jogos, Diversões e Produtos Controlados da Delegacia Regional de Polícia Civil de Tubarão.

A última operação ocorreu na semana passada, quando o setor notificou 20 proprietários de estabelecimentos de diversão (como bares, associações, lanchonetes, etc) sem alvará de funcionamento, nos bairros Morrotes, Oficinas, São João Margem direita e centro.