O argentino mergulhou após deixar cair um dos objetos que utilizava nas atividades como malabarista  -  Foto:BM de Laguna/Divulgação/Notisul
O argentino mergulhou após deixar cair um dos objetos que utilizava nas atividades como malabarista - Foto:BM de Laguna/Divulgação/Notisul

Silvana Lucas
Laguna 

O primeiro afogamento registrado este ano na região ocorreu na noite desta segunda-feira em Laguna. Cristian Alejandro Mardones, 30 anos, natural da Argentina, morreu no Canal da Barra, local onde é proibido nadar.

Por volta das 22 horas, um grupo de pessoas que caminhava em direção ao trapiche de embarque do bote avistou um homem. Após deixar um objeto cair na água, ele se jogou para tentar pegá-lo. Em seguida, eles ouviram gritos de socorro.

O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado e, ao chegar ao local, o argentino não estava mais na superfície da água.  Um dos socorristas precisou mergulhar para encontrá-lo, mas ele já estava sem os sinais vitais.

O Instituto Geral de Perícias (IGP) foi chamado para recolher o corpo, liberado na manhã de ontem para o sepultamento. O argentino morava há pouco tempo na Cidade Juliana. Não tinha residência fixa e costumava se apresentar como malabares no semáforo da balsa no bairro Magalhães.  

No ano passado, no dia 6 de janeiro, Gustavo Luz da Silva, 17 anos, desapareceu na mesma área em que Cristian estava. O jovem nadava com seu pai no canal quando houve o incidente. 

Eram 17h30min, ventava muito e a correnteza era forte.  Equipes de salvamento dos bombeiros tentaram encontrá-lo, mas o adolescente somente foi localizado, sem vida, quatro dias depois na Praia do Gi.

De acordo com o comando do Corpo de Bombeiros Militar de Laguna, o local onde fica os Molhes da Barra não é próprio para banho. A área é exclusiva para a navegação e, por isso, não é guarnecida pelos guarda-vidas.