Tubarão

O corregedor da secretaria executiva da justiça e cidadania, Cleto Navágio, espera em breve saber exatamente os motivos que levaram o ex-chefe de segurança do Presídio Regional de Tubarão, Carlos Augusto Macedo Mota, a agredir fisicamente dois detentos. Cleto também espera descobrir quem gravou o vídeo que revela a violência, divulgadas há uma semana.

O corregedor começa a ouvir hoje todas as pessoas que presenciaram as agressões. Em três dias, a meta é coletar pelo menos 20 depoimentos, inclusive dos dois detentos que apanharam e foram transferidos quarta-feira para a Penitenciária Sul, em Criciúma, por medida de segurança.

Cleto vem acompanhado também de representantes da gerência judiciária do Departamento de Administração Prisional (Deap), que integram a comissão que apura as agressões. Logo pela manhã de hoje, o corregedor deve ouvir o diretor do presídio, Décio Paquelin. Em seguida, aproximadamente 15 pessoas serão ouvidas, entre plantonistas e quem prestava expediente no dia em que os dois detentos foram espancados. O agente prisional deve ser o último a prestar depoimento à comissão. “Queremos saber quem gerou a filmagem sem tomar nenhuma iniciativa.

Também vamos apurar por que eles foram transferidos para Criciúma e retornaram ao presídio naquele dia”, adianta Cleto, que também espera descobrir se os presos apanharam mais além do mostrado nas filmagens, e se outras pessoas também participaram da tortura.