Maycon Vianna
Imbituba

A temporada de verão aproxima-se e, consequentemente, aumenta o número de afogamentos nas praias da região. No último sábado, o desaparecimento do pequeno João Vítor Pinheiro, 12 anos, que jogava bola e depois resolveu tomar banho de mar, na Praia do Rosa, terminou de maneira trágica. Ele morreu afogado. No período da tarde, por volta das 16 horas, o corpo da vítima foi encontrado por dois surfistas, já sem os sinais vitais.

Os pais desconfiaram que alguma coisa havia ocorrido. Os bombeiros foram acionados imediatamente para ir à procura do menino. As buscas já iniciaram no mesmo dia do desaparecimento. Com o auxílio de um jet ski, a equipe dos bombeiros fez intensas procuras pela Praia do Rosa, no canto sul. Ontem pela manhã, três soldados efetuaram buscas pela localidade. “Este é o segundo caso de afogamento este ano na Praia do Rosa. Faz três dias que estamos realizando este trabalho e, infelizmente, ele foi encontrado sem vida”, destaca um integrante da equipe de buscas do Corpo de Bombeiros de Imbituba.

O tempo instável, as mudanças repentinas do vento sul para nordeste e o fato de a temperatura da água do mar estar fria (por volta dos 18° C) dificultaram o trabalho dos mergulhadores. “Com as chuvas, aumentou o número de buracos e a correnteza também atrapalhou. Mas pelo fato de a água estar gelada, o corpo tende a ficar submerso, o que atrapalhou para encontrar o corpo da vítima”, relata o especialista em salvamento Carlos Alberto Porto Silva, de Tubarão.
O corpo de João Vítor será sepultado hoje, no cemitério de Imbituba.

Ocorrências nas praias por afogamento preocupam
O número de ocorrências de arrastamento, afogamento com recuperação e mortes, nas últimas dez temporadas (1998/2008) de verão, em Laguna e Imbituba, traz dados alarmantes. Na praia do Mar Grosso, por exemplo, neste período, 39 banhistas foram arrastados; na praia do Gi, sete; e na praia de Imbituba, nove pessoas foram arrastadas pelo mar, mas socorridas pelos guarda-vidas.

O que mais chama a atenção dos bombeiros foi o aumento do número de óbitos: nove banhistas morreram afogados nas praias do Gi, de Itapirubá, no Farol de Santa Marta, nos molhes da Barra, na praia do Sol, na praia do Gravatá e em Imbituba na lagoa do Quintino e na ponte do rio Duna. Segundo o Corpo de Bombeiros de Laguna, os casos de afogamento seguido de morte registrados ocorreram em praias onde não havia posto guarda-vidas.

Os molhes da Barra, na praia do Sol, na praia do Gravatá e em Imbituba na lagoa do Quintino e na ponte do rio Duna.
Para os integrantes do Corpo de Bombeiros de Laguna, os casos de afogamento seguidos de morte registrados ocorrem em praias onde não havia postos.