Rafael Andrade
Gravatal

Não é de hoje que a mistura álcool e direção não combina. O acidente de trânsito na SC-438, em Gravatal, que culminou na morte do jovem Fernando Plácido Gaspar, 22 anos, domingo, já é tratado como homicídio doloso simples. É o primeiro caso este ano na cidade e o segundo na região.

Em Braço do Norte, Lígia Heidemann Schueroff, 22, e a amiga Simone Sebastião, 24, morreram no dia 3 de junho após acidente. O condutor de um Vectra de São ludgero participava de um racha, estava alcoolizado, e bateu de frente no Renault Clio onde estavam as garotas. A colisão também ocorreu na SC-438. O homem responde o processo de duplo homicídio doloso (quando há intenção de matar) em liberdade. Chegou a ficar quase 20 dias preso, mas conseguiu um habeas corpus.

No homicídio de Gravatal, o acusado, que dirigia um Uno (onde Fernando era caroneiro e havia um terceiro ocupante teve ferimentos leves) negou-se a fazer o teste do bafômetro, mas um exame clínico e uma avaliação médica no Hospital Santa Teresinha, de Braço do Norte, constataram a embriaguez. Ele ainda está internado, por conta de ferimentos ocasionados no acidente, porém, sob custódia de policiais militares.

“O motorista bêbado tem que assumir as consequências de seus atos”, alerta o delegado Adriano Almeida, que coordena o inquérito sobre este acidente. Se condenado, o condutor poderá ficar entre seis e 20 anos preso. Ele será encaminhado ao Presídio de Tubarão após receber alta.