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Segurança

No País: Viúva diz que perdoa aluno que matou professor em escola de Valparaíso

O educador, 41 anos, levou dois tiros: um nas costas e outro na cabeça. Duas semanas após ser palco de um crime bárbaro, a instituição retornou às atividades nesta quinta-feira (16).

Publicado em 16/05/2019 12h02

No País: Viúva diz que perdoa aluno que matou professor em escola de Valparaíso

Duas semanas após ser palco de um crime bárbaro, a Escola Estadual Céu Azul retornou às atividades na manhã desta quinta-feira (16/05/2019). No dia 30 de abril, o coordenador do colégio instalado em Valparaíso (GO), no Entorno do DF, foi executado por um aluno que não gostou de ser chamado a atenção.


O professor Júlio Cesar Barroso de Sousa, 41 anos, levou dois tiros: um nas costas e outro na cabeça, quando já estava caído no chão. Acusado pelo crime, o adolescente de 17 anos foi apreendido no dia seguinte. A própria mãe o entregou para a polícia.


A irmã de Júlio, Juliana Maria Lima do Carmo, 35, esteve presente na cerimônia de retomada dos trabalhos na escola. Assim como a viúva Daiane Alves, 31. Ela foi presenteada com flores e participou da inauguração de uma placa que homenageia o professor.


“É muito difícil. Ele era uma pessoa maravilhosa, como pai, professor, tudo. Sinto a perda. Chego em casa e tem aquele vazio. Mas agradeço o apoio que recebi de todos. Vou educar meus filhos da forma que meu marido sempre quis: para serem pessoas honestas e trabalhadoras, assim como ele era”, pontuou.


Ela afirma ainda que não foi procurada pela mãe do rapaz que assassinou o marido dela. Disse, porém, que perdoa o adolescente. “Perdoei, mas não quero contato. Espero que Deus o perdoe, mas não significa que quero aproximação”, afirmou.


As paredes do colégio foram pintadas e a sala de professores, ainda em reforma, não fica mais no local onde o coordenador foi assassinado. Uma praça no pátio do colégio vai homenagear o professor.


A comunidade escolar ainda está abalada. Aluno do 1º ano do ensino médio, Jaqueline Lima, 16, disse que teve aula com o professor Júlio no mesmo dia em que ele foi morto. “Fiquei muito triste quando soube e ainda não consigo acreditar. Ainda estou com medo e não queria voltar, mas não tem outro jeito”, ressaltou.


Professores também continuam assustados. Raquel Lima, que ministra aulas de português, conta que alguns docentes pensaram em não retornar às salas de aula. “A gente perde nossa autoridade. A partir do momento em que ele foi morto simplesmente porque estava fazendo seu papel, a gente imagina que pode acontecer conosco também”, destacou.

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RELEMBRE O CRIME 


O professor do Colégio Estadual Céu Azul, localizado em Valparaíso (GO), morreu após ser baleado por um aluno dentro da unidade de ensino. O crime aconteceu por volta das 15h do dia 30 de abril, no município goiano localizado a 35km de Brasília. 


A direção da escola confirmou o caso. A Polícia Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram acionados. Apesar da atuação dos socorristas, Júlio não resistiu e morreu ainda no local.

 

De acordo com alunos do colégio que estavam em aula durante o atentado, ao menos três disparos foram efetuados pelo atirador. "Ele era aluno e foi expulso do colégio. Ele chegou a ameaçar o professor antes de matá-lo", contou um estudante, que tem a identidade preservada.


Fonte: Metrópoles/Agência Brasil
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