Esta é a primeira pesquisa de intenção de voto para a presidência da República realizada em Santa Catarina que não tem o nome do ex-presidente Lula como candidato. Com isso, na espontânea, quando não se apresentam os nomes dos candidatos, disparou ainda mais o índice de Jair Bolsonaro (PSL), que ontem foi esfaqueado durante atividade de campanha em Juiz de Fora (MG).


A diferença para o segundo colocado é gigantesca. Geraldo Alckmin, do PSDB, partido que sempre ganha as eleições em Santa Catarina, aparece com tímidos 5%, seguido de perto pelo ainda muito desconhecido pela população João Amoêdo (NOVO), com 4%.


Álvaro Dias (Podemos), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) aparecem embolados na pesquisa espontânea, todos com 3%. Na prática, pela margem de erro, fora Bolsonaro os demais estão em empate técnico.


Apesar de já estar no ar a propaganda eleitoral de rádio e TV, 46% dos entrevistados estão indecisos e 10% disseram que ou vou votar em branco ou vão anular o voto.


Tendência se mantém


Mesmo quando são apresentados os nomes dos candidatos, na pesquisa estimulada, a situação não muda muito. Na verdade, Bolsonaro avança um pouco mais e chega aos 29%. Alckmin chega aos 9% e sua concorrente mais próxima passa a ser Marina Silva, que aparece com 7%. Amoêdo, com 6%, cai para a quarta posição e Dias, com 5%, para a quinta. Ciro e Haddad estão empatados com Dias nos 5% e Henrique Meirelles, que sequer foi lembrado pelos entrevistados na espontânea, vem na lanterna com apenas 2%.

O que pode alterar significativamente os resultados das próximas pesquisas é a definição, pelo PT, de Fernando Haddad como candidato de fato do partido, ainda às voltas com recursos junto ao Superior Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar libertar Lula e garantir sua participação na disputa. A estratégia dos petistas de explorar ao máximo o nome do ex-presidente pode se perder se houver atraso nessa decisão.


Outros candidatos foram citados por apenas 1% dos pesquisados, que se mostraram mais decididos diante dos nomes dos candidatos. Apenas 15% têm dúvida sobre em quem votar. Por outro lado, o índice de brancos/nulos sobe para 16%.


Faltam 30 dias para o primeiro turno das eleições, tempo que, com certeza, será usado pelos marqueteiros das demais candidaturas em estratégias para conquistar os votos dos indecisos, convencer quem pretende votar branco ou nulo a votar nos nomes de seus candidatos e, ainda, tanto quanto possível, reverter votos que hoje são declarados em Bolsonaro.