Florianópolis

O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva chegou a Florianópolis na manhã deste sábado (23) para dar continuidade à sua caravana pelo Sul do país. Às vésperas do julgamento de seu recurso pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Lula chegou acompanhado da ex-presidente Dilma Rousseff, da presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, do ex-ministro da educação, Fernando Haddad, e de parlamentares da região Sul.

O movimento Vem Pra Rua organizou uma manifestação contrária ao ex-presidente em Florianópolis no mesmo horário. A concentração começou às 10h no trapiche da avenida Beira-Mar Norte.

O ex-presidente Lula encerrou as suas atividades em Florianópolis e segue para Chapecó, com um novo ato na Praça Coronel Bertaso, no centro da cidade.

O ato com apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Largo da Catedral Metropolitana de Florianópolis, terminou por volta das 14h20min deste sábado, 24. Mesmo com protesto de entidades empresariais por meio de nota oficial que circulou nesta sexta-feira (23), Lula recebeu o título de Cidadão Catarinense da Assembleia Legislativa (Alesc) e agradeceu durante o discurso. “Eu agora estou cidadão catarinense”, disse, elogiando o Estado. “O cara mais esperto do mundo é o cara que participou da demarcação do território de Santa Catarina. Vocês ainda não devem ter conseguido visitar todas as suas praias”, enalteceu, falando das belezas catarinenses.

Ao chegar a Florianópolis, Lula participou de um encontro com reitores de universidades federais, na Alesc. Os deputados estaduais petistas Ana Paula Lima, Luciane Carminatti e Dirceu Dresch atuaram para que o título concedido a Lula em 2008 pelo Parlamento pudesse ser entregue oficialmente agora, o que foi feito durante o ato público.

Garantia de candidatura

O ex-presidente garantiu que pretende ser candidato e criticou a condenação à prisão. “Eu tinha consciência de que não admitiriam que um metalúrgico fosse presidente do País. Esse processo começou com uma mentira do Jornal O Globo, de que o apartamento era meu. O moleque do Ministério Público (MP) deveria ser exonerado. Acusação mentirosa dizendo que o PT era uma organização criminosa criada para roubar o Brasil. Eu acredito na Justiça. Pensei que o juiz Sérgio Moro iria recusar a acusação do MP. Mas, ele já era refém da imprensa e refém da Globo, e me condenou a nove anos. O Moro mentiu na sua sentença. Graças a Deus viria para uma instância no Paraná, o TRF4, mas aumentaram a condenação para 12 anos e um mês. Não quero estar acima da lei, só o que quero é que eles leiam o processo e julguem o mérito. Se não tiver prova, eles que peçam desculpas para mim”, enfatizou, sendo aplaudido pela militância.

Manifestantes do Movimento Brasil Livre (MBL) também ocuparam o centro de Florianópolis, para protestar contra a vinda do ex-presidente.