O anúncio do governador Carlos Moisés (PSL), de afrouxar a quarentena para permitir a abertura de shoppings, restaurantes, academias e comércio em geral a partir de 1º de abril gerou reação imediata. Para os que têm defendido que a economia precisa girar, apesar do coronavírus, foi um alento. Por outro lado a medida veio acompanhada de críticas e questionamentos sobre a própria postura do governador. Mas Moisés não está isolado nesse movimento. Os governadores Marcos Rocha (PSL), de Rondônia, e Mauro Mendes (DEM), do Mato Grosso, tomaram decisões parecidas. A decisão, segundo apurou a coluna, foi motivada após a manifestação do setor produtivo, que em carta assinada por 50 entidades cobrou a atitude, mas que também foi inflamada pela ala bolsonarista do partido ligada ao governador. Mesmo assim Moisés voltou a afirmar que o pior da crise ainda está por vir. “Maioria de nós será inffectado”, afirmou o governador. O Estado tinha até sexta-feira 149 infectados e uma morte registrada. Também vale citar que Santa Catarina tem praticamente metade da capacidade de leitos demandados para o pico da pandemia, a taxa é de 1,03 leitos no SUS para cada 10 mil habitantes. Esse índice sobe para 1,58 quando é incluída a capacidade da rede privada. Segundo as experiências da Itália, Espanha e agora dos EUA, a demanda por leitos de UTI é de 2,4 para 10 mil habitantes. Os dados são do Conselho Federal de Medicina. Na internet, a hashtag #SCNaoQuerMorrer esteve entre as mais comentadas. Atento ao movimento, o prefeito Gean Loureiro (DEM) oi na contramão do governador e disse que na Capital só serviços essenciais serão liberados. Agora, após dar o aceno que os setores produtivos cobravam, Moisés vai precisar dar respostas de como o Estado vai enfrentar uma possível disparada de casos.

Na BR-280 (foto)
O deputado federal, Carlos Chiodini (MDB) entregou 150 marmitas aos caminhoneiros que não têm o privilégio da quarentena e estão rodando o país para entregar suprimentos à sociedade brasileira. “Estamos alimentando quem está nas rodovias garantindo nossa sobrevivência! Os caminhoneiros não pararam durante a pandemia do Coronavírus, estão longe de suas famílias e dificilmente encontram locais para almoçar e dormir. Eles são os responsáveis pelo transporte de remédios, de alimentos, de equipamentos e insumos hospitalares, destaca Chiodini. A ação social foi realizada na BR-280, em Guaramirim, com o apoio do inspetor Jean da PRF/SC e o empresário Fernando Silva, da Santer Empreendimentos.

A visão dos empresários
Os empresários estão satisfeitos com a sinalização do governador Carlos Moisés, na última quinta-feira (26), para a retomada gradual da normalidade em diversas atividades. Mas vale ressaltar que o empresariado também avalia que o momento impõe atenção redobrada à sociedade quanto aos cuidados sanitários e higiênicos nos espaços públicos e privados. É preciso cuidado mesmo, afinal, entramos agora na fase mais aguda do problema. Além disso, aglomeração de pessoas, nesse momento, ainda é uma ideia irresponsável

Fundo para tecnologia
A Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) lançou um fundo garantidor que tem como objetivo oferecer garantia de crédito para empresas de pequeno e médio porte, facilitando linhas para capital de giro, investimento ou uma composição entre ambos. O valor inicial do fundo será em torno de R$1,5 milhão, podendo alavancar até R$ 9 milhões. Daniel Leipnitz, presidente da ACATE, disse que momento é especial para empreendedores da área da tecnologia, “uma ação estruturante que vai ajudar muitas empresas”, afirmou.

O melhor da tecnologia
O coronavírus vem adaptando diversas decisões. No judiciário, um juiz autorizou que pai e filha conversassem à distância, via aplicativo. A criança de 11 anos mora em Joinville, com a mãe. E o pai está em Curitiba. O juiz Maurício Cavallazzi Póvoas, da 1ª Vara da Família da comarca de Joinville, baseou a decisão nas recomendações de prevenção a pandemia. O pai tem o direito de ver a filha a cada 15 dias, porém, a mãe havia entrado com uma petição para o juiz trazer a melhor solução. Após a decisão, pai e filha podem se falar por 25 minutos, de sexta a sábado.

Sugestões do Legislativo
Além dos Projetos de Lei, a Alesc aprovou seis moções e 24 indicações contra o coronavírus. Elas são destinadas ao presidente Jair Bolsonaro, ao governador Carlos Moisés e Secretarias de Estado. Dessa forma, os deputados catarinenses sugerem ações para conter os impactos da pandemia. Uma moção ao governador pede redução de salário a servidores públicos e políticos. A Alesc também pede a transformação do Hospital Santa Inês, do Centro de Eventos de Balneário Camboriú e do Centro de Eventos Marejada de Itajaí27 em centros de tratamento da Covid-19