Estudei pouco, a minha verbalização não é boa, mas me atrevi assim mesmo a escrever coisas conforme o meu conhecimento e as coisas que surgem na minha mente e na fonte do meu ser. Aprecio as coisas verdadeiras e me afasto das leituras de críticas violentas e duvidosas. Sei, também, que o verdadeiro sábio é aquele que sabe que não sabe.
 
Se os comentaristas e escritores observassem as escrituras, por entre linhas, saberiam por que Jesus levou 30 anos para iniciar a sua obra. 
Lendo as escrituras antigas, observei que era costume do povo judeu ensinar os seus próprios filhos.
 
As mães judaicas tinham por obrigação ensinar os seus filhos a ler, escrever e dedicar-se à leitura das escrituras. Eram poucos os analfabetos entre os judeus.
 
No meu entendimento, o Senhor Jesus, enquanto menino, foi educado por sua mãe. E, na sua juventude, como era filho primogênito, por obediência à lei, foi entregue a uma ordem sacerdotal denominada Levita, para ser iniciado. Os levitas, depois de iniciados, passavam a trabalhar como auxiliares dos sacerdotes no templo de Jerusalém ou nas sinagogas de outras regiões. Ainda como menino, Ele confundiu os doutores da lei no templo de Jerusalém. Na idade adulta, passou a auxiliar nos trabalhos sacerdotais nas sinagogas das cidades de Nazaré e Cafarnaum – ambas cidades localizadas no país da Galileia.
 
Fixou a sua residência em Cafarnaum e esperou com paciência o final da obra de João Batista, que também era levita, que preparasse um povo para recebê-lo.
 
João Batista foi perseguido e ameaçado de morte em Jerusalém. Fugiu e foi ensinar às margens do Rio Jordão. O Senhor Jesus tinha facilidade de entrar no templo de Jerusalém e nas sinagogas, porque era levita e vestia uma túnica diferente. A túnica que ele usava, depois da sua morte, foi sorteada.
 
O Senhor esperou também pelo desaparecimento daquela velha geração, cruel e fanática, que apedrejava os que eram contra a lei, as prostitutas e as crianças que não obedeciam os seus pais. Os leprosos, os cegos, aleijados e prostitutas eram expulsos de Jerusalém para uma cidade de refúgio chamada Betânia. Nesta cidade, moravam Lázaro e suas irmãs, Marta e Maria.
 
O Senhor Jesus, que foi expulso do templo e das sinagogas, passou a ensinar ao ar livre: nas praias do mar do Galileia e nos barcos. O seu lugar preferido era embaixo das oliveiras, árvores nativas, nas regiões fora do muro de Jerusalém. Neste lugar, havia um horto, uma construção e umas moendas de pedra que extraíam das azeitonas o óleo para iluminar as residências. Não existia, naquele tempo, outro meio de iluminação. Era lampião e lamparina. Durante os últimos três anos de sua vida, foi um fugitivo percorrendo todo o país da Galileia e outras regiões, fora do muro de Jerusalém, para ensinar a verdade e a liberdade.
 
No Evangelhos de Mateus e João, estão os seus ensinamentos. O Sermão do Monte é o caminho para o homem encontrar a vida eterna e a paz. Nos seus últimos dias de peregrinação, numa quarta-feira, Ele partiu da cidade de Betânia, montado numa jumento, um veículo daquela época, e entrou em Jerusalém. Os sacerdotes e os judeus, enfurecidos, procuravam um meio de matá-lo. Foi assim que Judas, por uma certa quantia em dinheiro, guiou a polícia até o local onde Ele se encontrava no Horto das Oliveiras, um lugar conhecido de Judas. Foi preso e crucificado pelos romanos, conforme está escrito nos Evangelhos de Mateus e João. Esta é na verdade a liberdade que hoje desfrutamos. Este é um resumo da vida do Senhor Jesus, que me foi revelada, tão questionada pelos comentaristas.