A s contínuas quedas dos diversos índices inflacionários têm induzido muitas pessoas a tomar como definitiva a diminuição dos preços na economia. Nada mais errôneo. O setor de serviços continua com uma resistência tremenda a baixar preços e é onde se apresenta o maior perigo para o refluxo da inflação.

Também foi anunciado, recentemente, o aumento dos preços do etanol nas bombas de combustível, bem como um reajuste nas tarifas de energia elétrica. Ambos são insumos que devem causar algum impacto inflacionário.

É inegável também o fato de que a falta de renda da população fez com que o consumo reduzisse acentuadamente, colaborando para a baixa da inflação. Porém, dado o terrível histórico inflacionário de nosso país, fica a dúvida: Será que quando a economia voltar a crescer, com vigor, a inflação não recrudescerá fortemente? 

Com as taxas de juros ao consumidor, na modalidade cartão de crédito, atingindo  480,3% ao ano, uma pessoa endividada vai pagar, ao fim do financiamento, aproximadamente cinco vezes mais por sua dívida original. E se a inflação voltar a acelerar, essa pessoa corre o risco de ter sua dívida ainda mais aumentada, pelo contínuo aumento das taxas de juros. Portanto, fica o alerta para a população, muito cuidado com o endividamento e a euforia do consumo (o chamado Efeito Manada).