Com a minha nova nomeação transferindo-me da Diocese de Tubarão para a Diocese de Pelotas, muitas pessoas me perguntam: quando deixarei Tubarão? Como fica a Diocese de Tubarão? Quando virá o novo bispo? E o que é exigido de nós nesta hora? São perguntas que merecem uma resposta.

Quando deixarei Tubarão? Logo após a minha nomeação, eu fui até Pelotas para, juntamente com Dom Jayme Henrique Chemello, até então bispo titular, e o Conselho de Consultores, marcarmos a data de meu início de ministério episcopal na diocese. E ficou decidido: será no dia 27 de setembro próximo, quando haverá a assim chamada “tomada de posse” durante a celebração eucarística que acontecerá na Catedral São Francisco de Paula, na cidade de Pelotas, às 15h30min.

A “tomada de posse” não é tanto o bispo tomando posse da diocese, mas mais o povo de Deus presente na diocese tomando posse do seu pastor, para que ele seja o seu guia pelo pastoreio, o seu mestre pela palavra de Deus e o seu provocador de santidade pelos sacramentos. Sei que muitos gostariam de marcar presença nessa celebração de “tomada de posse”. Ficarei muito feliz com a presença daqueles que poderão estar presentes, mas igualmente ficarei feliz com a comunhão na prece de tantos que não poderão marcar presença. Importa estarmos unidos.

Como fica a Diocese de Tubarão? Com a minha nomeação como bispo da Diocese de Pelotas, paralelamente, está também incluída a minha nomeação de administrador diocesano da Diocese de Tubarão. Isso até a tomada de posse na Diocese de Pelotas, como já foi anunciada acima, que será no dia 27 de setembro próximo. Portanto, estou respondendo ainda pela Diocese de Tubarão até a posse em Pelotas. Uma vez empossado na nova diocese, então o Conselho de Consultores da Diocese, num prazo de oito dias, como reza o Direito Canônico, elegerá um administrador diocesano na pessoa de um membro do presbitério. Essa função é soberana do Conselho de Consultores, por isso mesmo, também de minha parte, não receberá nenhuma influência.

Quando virá o novo bispo? No caso de uma transferência de um bispo de uma diocese para outra diocese não caracterizada pela saída do bispo titular para o seu estado de emérito, normalmente a diocese fica num período de vacância (a diocese fica vacante de bispo) para esperar o processo de nomeação do novo bispo. Esse processo inicia imediatamente através da Nunciatura Apostólica no país, obedecendo os trâmites jurídicos canônicos normais. O período de tempo para o processo de nomeação do novo bispo e, consequentemente, o período de tempo de vacância giram em torno de um ano ou para menos ou para mais. Essa conduta tem sua razão de ser na prudência e sabedoria dos encaminhamentos eclesiais.

O que é exigido de nós nesta hora? Pois, neste momento como povo de Deus da Diocese de Tubarão, nos é exigido um algo mais. Penso que em primeiro lugar é esperada uma grande confiança nossa na providência de Deus. Depois, uma grande união de todos nós fiéis da igreja particular tubaronense, especialmente das lideranças pastorais, dos religiosos e das religiosas e dos presbíteros. E, finalmente, uma intensa oração pelo novo bispo, que vem de coração aberto e que será acolhido por nós também de coração aberto.