Passamos a vida inteira lutando contra nós mesmos, com nossos traumas, tensões, angústias e ansiedades. Nem mesmo quando dormimos, conseguimos, por vezes, nos livrar dos pesadelos que existem dentro de nós. Fora isso, temos que enfrentar os outros, que lutam com as mesmas tensões, dramas, e que nos atingem de maneira direta e indireta com seus comentários.

Em meio a tudo isso, temos que encontrar momentos de felicidade. Afinal, onde está essa tal felicidade?

“Um dia, Deus decidiu criar um homem e uma mulher à sua imagem e semelhança. Então, disse: “Espera, se vou criá-los à minha imagem e semelhança, terão um corpo igual ao meu, força e inteligência igual a minha! Devo pensar em algo que os diferencie de mim, senão estarei criando novos deuses. Devo tirar-lhes algo, mas o que poderei tirar”? “Pensou muito e chegou à conclusão de que deveria tirar-lhes a felicidade, mas o problema era onde escondê-la para que nunca a encontrassem”.

Então, Deus começou a refletir de como fazer… “Vou escondê-la na montanha mais alta da terra, no fundo do mar, em um planeta bem distante! Depois de muito pensar e não chegando a nenhuma conclusão, o único meio em que não havia pensado, veio à sua mente: “Creio que sei onde poderei colocar a felicidade. Em um lugar que eles nunca descobrirão! Colocarei a felicidade dentro de cada um, pois estarão tão preocupados buscando-a fora, que nunca a descobrirão dentro de si”.

O homem passa a vida toda buscando a felicidade fora, sem saber que a mesma está dentro dele próprio. O direito à busca da felicidade é um direito inalienável do ser humano de hoje, mas obtê-la, seja lá o que chamamos de felicidade, não pode transformar-se em um dever, uma regra ou uma obrigação em ser feliz.