O cidadão produz o lixo de sua casa, da sua empresa, da sua indústria. “Junta, recolhe e põe no dia da coleta em frente da sua casa ou da sua empresa”. Ufa! “Cumpri minha obrigação”.

Na última quinta-feira, dia 8 de abril, iniciou-se aqui na prefeitura de Tubarão uma sequência de visita ao aterro sanitário para despertar na população a consciência de todos como contribuir para a redução do lixo em nosso planeta e de como o poder público, através dos seus funcionários, possam ser multiplicadores desta informação, uma vez que é impossível levar todos os seres humanos àquele local.

Nesta visita coordenada pelo professor Ghislandi, tive a oportunidade de ser uma das convidadas e assim posso descrever o que vi naquele local. Pessoas sejam na função de empresário, sejam na função de profissionais como engenheiros, técnicos e cidadãos na coleta e separação na seleção do lixo para o seu destino final. Que trabalho! Será que a população tem noção de como um lixo separado em casa, na indústria poderia contribuir para diminuir a agressão que se faz a natureza quando o lixo não passa pela separação, quando este está em poder ainda do cidadão que o produziu?

O aterro sanitário ainda recebe o lixo sem esta devida separação. E, por incrível que pareça, este processo de separar o lixo seco do lixo orgânico já é possível em Tubarão. O único município da Amurel que oferece esta opção, segundo a empresa que recicla o lixo daquele local.

Passamos três horas visitando parte por parte. Comovia o coração dos visitantes, mexia com a consciência de cada um, percebia-se no semblante de todos, vendo que graças àqueles profissionais, graças àquelas pessoas, podemos falar em reciclagem, em separação do lixo em nossa cidade. Mas o lixo continua sendo um grande problema. Devido ao seu acréscimo a cada dia.

Quando se vai ao supermercado, não se imagina o quanto de lixo já se leva para casa. O pior, não se tem a noção de que destino pode ser dado a este lixo. Apenas se coloca na porta de casa e daí se “livra”. Mas não é bem assim. Naquele local, a empresa recebe o lixo, seja separado ou não. O separado vai para a seleção. O não separado vai para o aterro comum. Atualmente, graças a estas empresas, o aterro hoje tem um processo de proteção ao solo. Recebe uma camada de argila mais um forro plástico que possibilita a tratar o sulco daquele lixo conhecido como chorume.

Lembra os tanques por onde também passa a nossa água lá na ETA, antes de chegar à nossa residência. O processo é idêntico. O cuidado com o tratamento feito para não poluir os lençóis freáticos. O que não se admite é a proporção de lixo que se acumula desordenadamente. E este aterro está cada vez crescendo. Parece até uma montanha! Meu Deus! Que será do amanhã, se o ser humano não mudar as suas atitudes em favor da natureza? É o plástico, o isopor, o papel, o metal, o vidro tudo ainda junto ao lixo orgânico! E o gás metano que este lixo produz? Acorda cidadão! Vamos abraçar esta luta e proteger o nosso planeta.