Era para ser uma solenidade digna dos maiores foguetórios. Eivada das maiores badalações, tal o número de autoridades, convidados, diretores, políticos de nomeadas, professores e candidatos, reais e postulantes a cargos eletivos, além de alunos e seus pais, já que se tratava da reinauguração de uma grande e tradicional escola de ensino básico.

A reforma foi grande e a Escola João Teixeira Nunes ficou quase completa, já que faltaram as partes destinadas às práticas artísticas, esportivas e outras recreações em ambiente protegido.
O início até que foi razoável. A formação de uma quilométrica mesa de convidados, autoridades capitaneados pelo governador estado, Luiz Henrique da Silveira, secretário da educação e outros menos qualificados.

Tudo transcorria nos conformes do protocolo, até que, após o terceiro ou quarto orador, o secretário que o acompanhava arrebatou o microfone e informou que era imperioso apressar-se a cerimônia, já que o governador tinha compromisso marcado para o meio-dia e já seriam 11h30min. Dito isto, passou-se o microfone ao governador, que, em exatos três segundos, pronunciou três palavras: “Oi, gente, tchau”. Concorreu a se inscrever no livro dos recordes, pelo discurso mais rápido do mundo.

Pensamos muito quanto à validade ou não de fazer este registro. Foi correto o proceder daquela autoridade? Ou terá sido uma tremenda falta de respeito com as pessoas, alunos e seus pais que esperaram horas para ouvi-lo? E poderíamos desfilar uma série de argumentos a caracterizar a falta de responsabilidade daquele homem público.

Pedimos que reflitam conosco, especialmente o governador: foi certo o seu procedimento, viajando de Florianópolis para efetuar duas inaugurações em uma manhã – inaugurou outra escola no bairro Bom Pastor -, de helicóptero, para resultar em tal fiasco? Não estaria na hora de ser mais prudente e exigir mais responsabilidade de seus assessores protocolares? Tal programação deveria ser evitada para que seja preservada a personalidade da maior autoridade administrativa do estado.