O termo inglês Mindset, muito em voga na área da gestão atualmente, apresenta diversas interpretações: atitude, mentalidade, processo ou maneira de pensar, paradigma ou crença. Nossa vida está alicerçada ao nosso conhecimento sobre certos assuntos. Assim criamos, ao longo do tempo, essa experiência vivida e apresentamos um modelo mental predominante. Isso se dá pelo fato de geralmente fazermos sempre as mesmas coisas, termos as mesmas atitudes e pensamentos, e ficarmos, muitas vezes, presos a eles. 

Nas organizações também há um modelo mental predominante, criado para administrar os recursos físicos, financeiros, tecnológicos e humanos destas. O Mindset (no sentido de modelo mental/atitudinal) vem sendo empregado e estudado para definir o modelo de gestão adequado. Em função da economia globalizada, criam-se novas realidades de negócios que devem ser reconhecidas pelas organizações e seus gestores.
 
Em virtude da crescente globalização, ganha destaque o Global Mindset (GM), que consiste em desenvolver um modo de agir local, mas com um pensamento global. Mas se temos paradigmas e maneira de pensar alicerçados, como criar uma nova capacidade de se pensar um mundo complexo, com culturas diferentes. Como se movimentar, agir e interagir nesse cenário tão diverso para um gestor? Indo além do conceito de Mindset, criando novos comportamentos e atitudes. Entre 1990 e 2003, o número de organizações multinacionais no mundo cresceu de 3 mil para 63 mil (Gabel; Bruner, 2003). Em 2012, havia mais de 100 mil multinacionais no mundo e 900 mil afiliadas, com patrimônio de U$ 57 trilhões.

Assim, em um cenário de alta rivalidade e conectividade global, é requerida dos gestores capacidade de lidar com cenários de ampla complexidade estratégica e intercultural. Faz-se cada vez mais necessário o ato de “pensar globalmente e agir localmente” atuando com múltiplos players: gestores que apresentem uma habilidade de integrar diferentes pontos de vistas para atingir produção em escala mundial, marketing e sistema de entrega de valor global (Jeannet, 2000). Líderes e empreendedores conectados à sua realidade local, mas com os olhos voltados ao mercado global.

Nessa difícil e permanente tarefa de formar gestores nas organizações, que processos podem ser utilizados para que esse gestor e a organização estejam preparados para esses desafios? Como quebrar a barreira do Mindset/modelo mental predominante em torno dos talentos, para um Mindset Global? Como ter processos que ampliem e apresentem uma maneira de pensar alicerçada em métodos que criem uma vantagem competitiva sustentável? 

Para auxiliar as empresas a lidar com essas questões, torna-se necessária a configuração de um Mindset voltado a formar e aperfeiçoar talentos. No século 21, portanto, o sucesso das empresas depende, em grande parte, da forma como elas trabalham seu capital humano. Nesse cenário de inovação constante, rever e adotar novo Mindset, é fundamental, servindo como apoio à gestão e atuando como diferencial.