A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Juventude tramita há um ano no senado brasileiro. Um triste aniversário que tem como principal personagem a burocracia. Medidas provisórias, enviadas pelo governo federal, trancam a pauta de votação e impedem que a proposta seja votada. A batalha para diminuir os trâmites burocráticos e vencer mais este obstáculo continua sendo minha luta, principalmente quando se trata de um projeto que beneficiará 48 milhões de pessoas. Esse contingente populacional – que está na faixa entre 15 e 29 anos – necessita urgente de políticas públicas que garantam o direito à educação, ao lazer, à profissionalização, à saúde e à cultura.

As estatísticas mostram que 49% dos jovens entre 18 e 29 anos estão desempregados; 60% dos presos no Brasil possuem idades nesta mesma faixa etária e que, das mais de 100 mil mortes violentas ocorridas no país, neste ano, 41% foram de pessoas entre 15 e 29 anos. Na tela do computador, no papel ou no congresso, parecem apenas números, mas, na realidade, esses dados representam famílias que convivem diariamente com dramas como a falta de renda, a violência, as drogas e o descaso do poder público. Além da lei, que regulamenta o estado brasileiro, o quadro será alterado com base em princípios e valores.

Os jovens precisam ter garantidas, na Constituição, ações efetivas de desenvolvimento psicológico, econômico e social. Uma das melhores ações para tirar o jovem da marginalidade e impedi-lo de entrar no crime é a prática esportiva. Todos os dias, nos noticiários, é possível ver exemplos de como iniciativas públicas e privadas na área contribuem para a formação do jovem cidadão. O esporte ajuda na disciplina, no respeito ao próximo, no convívio em grupo e em aceitar as vitórias e derrotas, constantes durante toda a vida. Garantir os direitos à juventude é essencial para que o Brasil torne-se um país mais justo e competitivo no futuro.