É tempo de ressuscitar, de ser irmão, de ser cristão, de ser anunciadores da Boa Nova do Senhor. Assim como as mulheres que nos quatros evangelhos (Mt 28,1-8; Mc 16,1-7; Lc 24,1-11 e Jo 20,11-18), foram as primeiras anunciadoras da Ressurreição do Senhor, naquela manhã de domingo, devemos ser hoje, os continuadores desta mensagem: a mensagem da vitória de Cristo sobre a morte, por conseguinte, a ressurreição de Cristo é a garantia da ressurreição do ser humano.

A ressurreição de Jesus Cristo é o sinal antecipado e definitivo da fidelidade de Deus para com o ser humano. Nessa fé repousa toda nossa confiança, que Deus cumprirá sua promessa: “Esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna” (1Jo 2,25). Cristo ressuscitou como primícia, como o primeiro de uma longa lista de irmãos. Isto significa que, se viver como ele, agir como ele e o seguir, todos nós poderemos participar dessa vida eterna.

Dúvidas como a de São Tomé – “Se eu não vir a marca dos pregos nas mãos de Jesus, se eu não colocar o meu dedo na marca dos pregos, e se eu não colocar a minha mão no lado dele, eu não acreditarei” (Jo 20,25) – poderão surgir. Principalmente como no versículo seguinte desta passagem: “Estando fechadas as portas”. De imediato, podemos criticar Tomé, mas ele questionou aqueles que diziam: “Nós vimos o Senhor”. Como pode alguém ter visto Cristo Ressuscitado e continuar de portas fechadas? Ter medo de alguém entrar, sentir-se inseguro, continuar na mesma vidinha? Para Tomé, quem realmente viu e crer que Ele ressuscitou não possui mais medo.

Desta forma, como pode hoje fazermos parte da igreja e dizer que Ele está vivo e vivermos sem motivação, vivermos buscando poder e cargos em nossas comunidades, não testemunhar o verdadeiro sentido da Páscoa. O anúncio de Jesus quer de nós conversão, nos fazer participar do triunfo do Ressuscitado e iniciarmos um novo caminho de transformação (DA 351). Não vamos procurar dar esse tipo de exemplo, ou contra-testemunho. Vamos procurar o momento que Ele ressuscitou para iniciarmos uma nova vida, ser cristão de verdade e ser irmãos em Cristo testemunhando com a nossa vida no dia-a-dia.