Nazareno Schmoeller Souza
Empresário

Esbarrei nessa frase, publicada aqui no meu grupo de amigos do Facebook.
Tenho consciência de que as palavras têm força imensurável. Lida a frase, logo me veio à mente a morte trágica da menina Mariah, onde o acusado é o padrasto, ocorrida no último sábado, em Braço do Norte. Daí, a princípio, pareceu que a frase caiu como luva.
Só que não.
Muito infeliz essa frase, seja quem for o autor. Infeliz porque é preconceituosa. Infeliz porque generaliza. Infeliz porque pode ser usada de forma errônea e até como argumento em discussões, principalmente familiares.
Não vou aqui citar nenhum nome ou nomes com exemplo de bons padrastos. Mas asseguro a quem estiver me honrando com a leitura desse pequeno texto que conheço, e não são poucos os casos, de padrastos que cuidam de seus enteados ou enteadas com tamanho amor, com tamanho cuidado e dedicação, que chegam a envergonhar os pais biológicos.
Não interessa se são filhos consanguíneos, filhos adotivos ou enteados. Quando a pessoa é do bem, sangue bom, como costumam dizer em linguagem popular, o sujeito cuida, protege, educa, ama.
E o contrário são os que maltratam, agridem, deseducam, oprimem, matam! Portanto, meus amigos, uma frase publicada, dessas que encontramos em abundância nas redes sociais, pode ter efeito devastador se a seguirmos cegamente, sem questionamento algum.