Como um ser de acertos e também muitos erros, por conta da imperfeição, não seria diferente para mim e para qualquer um, neste universo de muitíssima quantidade e diversidade sociológica, querer fazer de vez em quando uma meditação para poder entender um pouco mais com diálogo, insistência e, por via legal de regra, alternativas lúcidas para este assunto, “Criança, o início da vida, e Idoso, o fim dos tempos”. São dois períodos variavelmente dos mais relevantes para a história da humanidade. Sabemos que a fase da vida infantil tem de ser regada sob todos os cuidados dos pais ou responsáveis, porque é através dos fundamentos familiar, educacional, religioso e do relacionamento lá fora que eles (os inocentes) vão defrontar-se, durante anos, com o bom e o mau para triunfar no mutante desafio do mundo.

No momento, a garotada não tem a mínima noção do lado oculto, o externo, mas quem os cuida sabe muito bem da obrigatoriedade até que se tornem na idade adulta. Historicamente, desde o começo da era cristã, tem-se relato de nascimentos em berço simples e esplêndido. Embora muitas pessoas acreditem somente em algo palpável, outros milhares creem no inimaginável, espiritual. O exemplo está bem estampado nas Escrituras Sagradas, com a vinda ao mundo do maior homem que já passou por aqui, Jesus Cristo, que nasceu em uma manjedoura – junto aos animais. Espaço injusto, inadequado para a ocasião, porém, aconchegante e límpido para a alma mais pura de tudo e de todos que se tem notícia. Cabe aqui a redundância, Ele era primoroso, magistral, destro, santo. Pela lógica divina, assim seria o ideal para todos.

Mas, na sociedade que vivemos, com sistema altamente desigual, modificativo e evolutivo, a condição e capacidade foram à base principal das transformações, quem sabe, necessárias para a criatura humana. Não é norma geral. Os que nascem em famílias abastadas praticamente estão garantidos para o futuro. Já os que vêm do proletariado terão de enfrentar muitas barreiras e tempestades. Poucos sobrevivem, outra parte não possui forças suficientes para vencer o revolto mar que os cerca e sofrem naufrágios irreversíveis. Consequências drásticas para os mais próximos e também para toda sociedade.

E os nossos velhinhos, hein? Comparativamente, existe uma estreita semelhança com a inocência da criança. A partir de certa idade, ficam extremamente dependentes. É notório e científico, a postura e carência de cada um distingue como se fosse um retorno a sua origem. Sim, regresso paulatinamente do vigor físico e também mental. De tudo que se passa e se vê deste rotativismo natural podem-se extrair situações positivas, mostras claras da experiência e do legado que oferecem graciosamente para as futuras gerações. Nem tudo é copiado.

Para elucidar um pouco mais este texto, numa música do passado, interpretada pelo inesquecível Altemar Dutra, há no refrão de uma canção que fez muito sucesso na época e que até hoje, vez por outra, é executada nas rádios para reverenciá-los, principalmente quando é comemorado o seu dia. Quem anda só e carregando sua tristeza infinita, de tanto seguir andando, eu o estudo desde longe, porque somos diferentes. Eles cresceram com os tempos, do respeito e dos mais crentes. Agora já caminham lento, como perdoando o vento. Eu sou teu sangue. Teu silêncio e teu tempo, seus olhos são tão serenos, sua figura é cansada, pela idade foi vencido. Mas caminha sua estrada, eu vivo os dias de hoje, em vocês o passado lembra só a dor e o sofrimento, tem sua história em tempo.

Como referência, a criança também deve ter sua música, cantada em verso e prosa por algum artista famoso, mas prefiro comentar com minhas próprias palavras a importância deste serzinho que é tão frágil quanto à limitada força do homem. A ingenuidade e doçura dos pequeninos fazem-nos entender por meio lógico a verdadeira razão de viver. Será que nós (famílias e estado) estamos cuidando como deveríamos de nossas criancinhas e velhinhos? As leis do homem e da divindade estão sendo seguidas de acordo com suas necessidades? Para os que conhecem o Estatuto da Criança e do Idoso e o ignoram completamente e, para os leigos que se fazem de desentendidos, é essencial reavivar a mente para que ninguém se esqueça de seus sagrados direitos. Para fazer o melhor não precisa conhecer a operação da aritmologia. Dê o máximo de atenção e ame-os sem limites.