A busca constante a métodos alternativos de manejo de insetos-praga presentes no ambiente agrícola vem sendo difundida nos últimos anos. Principalmente devido aos malefícios trazidos pelo uso indiscriminado de agrotóxicos. Entre estes efeitos negativos destacam-se a resistência das pragas aos inseticidas e a redução, ou eliminação, de populações de inimigos naturais. Ressalta-se, ainda, o elevado custo com a produção e a degradação ambiental que ocorre.

Neste contexto, o controle biológico de organismos torna-se uma técnica eficaz do manejo integrado de pragas, demonstrado por diversas pesquisas e em relatos de sucesso de utilização no campo por produtores rurais. Partindo do princípio que todo organismo vivo dispõe de inimigos naturais, tem-se a ideia do que é o controle biológico propriamente dito. 
 
O objetivo não é eliminar a população do inseto-praga, mas sim de regular a mesma, pois deve ser utilizado como uma estratégia de manejo, aliado a outros métodos de controle, como o mecânico, o cultural, o físico, o comportamental e a resistência de plantas a insetos. Para o desenvolvimento de programas de controle biológico é fundamental o conhecimento da bioecologia do organismo que é considerado praga e de seus agentes de controle de mortalidade biótica.
 
Dentre as principais vantagens da utilização do controle biológico estão à proteção a biodiversidade e o alto grau de especificidade que possuem, o que favorece o equilíbrio ecológico. Além disso, pode-se destacar a menor exposição da saúde do agricultor durante o manuseio e a aplicação, além da redução de resíduos tóxicos nos produtos a serem comercializados.
 
É considerado um método de custo baixo em longo prazo, pois os custos de implementação são equivalentes ao controle químico, porém os investimentos com a utilização do controle biológico são minimizados durante o ciclo da cultura devido à eficácia que possui. O controle biológico de insetos é de fato uma ferramenta eficaz para atingir a sustentabilidade no ambiente agrícola.
 
Com isso, deve-se haver maior incentivo a pesquisas visando o estabelecimento de uma metodologia de criação e utilização de inimigos naturais mais acessíveis ao produtor rural. Visto que há um novo direcionamento no cenário mundial da produção agrícola, o que procura desenvolver tecnologias sustentáveis, buscando subsídios para minimizar o uso de agrotóxicos nas lavouras, e como consequência a redução considerável dos impactos provocados por esta utilização.