Ultimamente, ouve-se muito falar de meio ambiente, coleta seletiva do lixo, “aperto do cinto” nas despesas das empresas, corte nos gastos familiar, enfim, as pessoas estão sempre tendo algo novo a enfrentar. A causa maior, na verdade, está na educação para o consumo e, principalmente, a falta de informação adequada para cada fim. Por exemplo, se estamos em época de “vacas magras”, como se pode influenciar para a compra de eletrodoméstico mais barato pela queda do IPI?

Se na verdade, os juros do crediário continuam os mesmos e muito mais elevados para quem compra no parcelamento a longo prazo e quem paga após a data do vencimento com os juros de mora e mais a multa de 2%. Comprar geladeira, fogão ou até mesmo uma máquina de lavar sem a noção de orçamento, sem pesquisa de preço, sem verificar se há necessidade e apenas pensar que caiu IPI e sair às compras, é muito perigoso!

Abrem-se as páginas dos jornais é só se fala em redução de impostos que quase não são conhecidos pelos consumidores. Daí começa o perigo. Consumidor se vê estimulado às compras, principalmente agora, que vem o Dia das Mães, e aí pensa de comprar sem avaliar os riscos, entre eles, a forma de crediário que se vai submeter. Um exemplo é a oferta que as lojas oferecem em seus cartões. Se o consumidor já tem cartão de crédito, não há razão para fazer mais um cartão. Oferece-se seguro, que seguro?

É bom lembrar que toda oferta tem um custo a mais. Parcela mínima em cartão de crédito, nem pensar! Os juros são exorbitantes. Muito cuidado no uso do cheque especial. O limite ofertado ao cliente bancário pertence ao banco, usou tem que pagar. Não emprestar o seu cheque. Cheque emprestado é emprestar o seu nome e conservar a sua responsabilidade pelo não cumprimento da obrigação daquele título. E mais, buscar a restituição do imposto de renda antes da data devida, forma esta ofertada pelos bancos, só em caso de extrema necessidade, pois tudo é perder dinheiro.

Dia das Mães vem aí. Que oportunidade de saber como usar o seu dinheiro. Primeiro, faça uma lista das obrigações que você, consumidor, tem em cada mês como: água, luz, telefone; aluguel, prestações, alimentação, gás de cozinha, medicamentos, combustível para quem tem carro, educação para quem tem filhos e outras despesas com supermercados. Some tudo e deduza do seu salário. Se caso houver sobra, este dinheiro pode ser poupado como pode servir para as despesas extras que não seria ideal. Pois guardar um pouco do que se recebe é muito importante. Exemplo, guardar R$ 50,00 por mês é uma forma de economizar R$ 600,00 por ano. Assim, você vai controlando o seu orçamento.