Em boa hora, o escritor Abrão Aspis lançou uma campanha para a construção de um balneário público, local onde a população gravatalense seria privilegiada, podendo beber e usufruir dessa água que é miraculosa, e que atrai turistas de todas as partes.
É curioso como Gravatal cresceu e desenvolveu-se nos últimos anos, tudo isso graças à nossa água termo-mineral.

Mas será mesmo que ela é nossa? Se desejarmos tomá-la, temos que comprar; se desejarmos usufruir as piscinas, temos que pagar uma taxa. Este deve ser o preço que pagamos pelo desenvolvimento da cidade?
O mais interessante, contudo, é que o principal responsável pela atual campanha, que deveria ser nossa, gravatalenses, é um escritor gaúcho que há alguns anos escolheu Gravatal para morar. E é aí que eu me pergunto: foi preciso um ex-turista colocar-se à frente de uma causa social tão complexa? É certo que há algum tempo surgiu esta possibilidade de um balneário, mas que por questões, sabe-se lá quais, o assunto deu-se por encerrado e nada aconteceu.

Mas, hoje, através da iniciativa, coragem e força de vontade de um escritor, é que inúmeras pessoas, inclusive eu, apoiam e incentivam a continuidade da campanha “Balneário Já”, que deve ser abraçada não por muitos, mas por todos os gravatalenses.
Este é um direito nosso, e não um simples capricho. Devemos dar prioridade às necessidades do povo gravatalense, privilegiando a população mais pobre!