É muito triste constatar, mas o fato é que, se deixarmos, o espírito de Natal transformar-se-á em simples apelo comercial. Há que façamos alguma coisa, pois isso já está acontecendo. Se prestarmos atenção, verificaremos que os meses que antecedem a data maior da cristandade são usados para se enfeitar nossas cidades com muitas luzes, cores, Papais Noéis e árvores decoradas para se vender mais. De tudo.

Mas esse cenário colorido, cheio de luzes, enfeitado com Noéis com barba falsa e roupa vermelha e árvores onde contrasta o colorido com o branco da neve também falsa para induzir a se comprar, não é, absolutamente, o espírito de Natal. É apenas consumo.
O verdadeiro significado do Natal quase não é lembrado: o nome da festa é usado, apenas, como propaganda para que compremos presentes, abusando dos signos a ela inerentes, como as árvores enfeitadas, os Papais Noéis, anjos e presépios. E canções.

As canções natalinas talvez devessem ser mais ouvidas, porque dizem muito e tocam a gente. Mas a verdade é que não damos a devida atenção às suas letras, e deveríamos.
Existe uma variedade bastante grande de canções de Natal. A maioria importada de outros países, mas elas existem. E, se ouvirmos com atenção as suas letras, veremos que muitas delas contam a verdadeira história do Natal. São, quase todas, canções tradicionais e antigas que contam a trajetória do menino de Belém desde antes do seu nascimento, em uma manjedoura do meio do caminho, até se transformar no homem de Nazaré.

E ajudam, assim, a criar o verdadeiro espírito de Natal. Aí sim, sabendo do real significado, poderemos dar presentes aos nossos entes queridos, enfeitar uma árvore e cantar juntos uma canção para comemorar o aniversário do Menino que está nascendo e que significa o nosso renascimento, a renovação da vida.
São canções como “Jingle Bells” – ou “Bate o Sino”, por exemplo, que nos lembram de um sino que anunciava o nascimento que é o motivo maior do Natal: “Bate o sino pequenino / Sino de Belém / Já nasceu Deus Menino / para o nosso bem”. Como também em “Natal das Crianças”: “Natal da noite de luz / Natal da estrela-guia / Natal do menino Jesus”.
E
m “Silent Night” – Noite Feliz, a história é recontada, mais completa: “Noite feliz, noite de paz / Oh, Senhor, Deus de amor / Pobrezinho, nasceu em Belém. / … / Oh, Jesus, que quiseste nascer / nosso irmão / e a nós todos salvar”.
E outras tantas canções nos enlevam e elevam o nosso espírito para que não percamos o verdadeiro sentido do Natal. Precisamos cantá-las e entendê-las. Para que o espírito de Natal se faça em nós, genuíno, verdadeiro.