Juliano Schiavo
Escritor, jornalista e professor

Aculpa é dos políticos. A culpa é do povo. A culpa é sempre de alguém. A culpa sempre recairá no ombro do outro, pois é mais simples caminhar sem o peso dela. Afinal, de quem é a culpa pelo mundo estar assim, repleto de pólvora à espera de uma fagulha? Quem é o culpado pela multiplicação do que é ruim, opressor e que sufoca a paz? Já parou para pensar que muito do que ocorre ao nosso redor é nossa culpa e não do outro?

Muitas vezes ficamos anestesiados, acreditando que o mundo jamais vai melhorar, pois depende da boa vontade do outro. Sempre estamos esperando pelo salvador da pátria, muitas vezes, travestido de “cidadão de bem” (sic) e, assim, nos imobilizamos. Deixamos que outra pessoa assuma uma responsabilidade que pode ser nossa. E por fim, tudo continua na mesma.

Quem quer mudança de verdade, não espera pelo outro. Vai e faz. A árvore para alcançar os céus um dia foi semente. Pequena, diminuta, com uma vasta possibilidade de não vingar, mas ela insistiu.

Demorou anos para alçar seus galhos e florescer. Porém precisou, antes de tudo, ser semente.
Assim são nossas ações que podem mudar um pouquinho a realidade. Você reclama por não ter sombra num dia quente de verão? Plante uma árvore. O lugar que você pisa está sujo? Não jogue lixo no chão. Você se sente incomodado em saber que as pessoas leem pouco? Presenteei com um livro. Se você quer que o mundo melhore, seja ator da mudança, sem esperar pelo apoio dos outros – que muitas vezes não virá.

Sua ação não precisa ser grandiosa para que ecoe no universo. Algo pequeno pode se tornar grande, mesmo que você não perceba: tudo está conectado. Talvez a árvore que você plantou, possa ser a inspiração de alguém. A pergunta que fica: o que você tem feito pelo mundo?